SPFW confirma edição em novembro deste ano

A semana de moda também promete atitudes mais inclusivas para além das cotas raciais

Por Sofia Duarte Atualizado em 23 jul 2020, 16h19 - Publicado em 23 jul 2020, 14h45

A edição de número 49 da São Paulo Fashion Week foi cancelada no dia 12 de março, no início da pandemia do coronavírus, quando ainda não havia nenhum decreto oficial do governo sobre a paralisação das atividades que envolvessem aglomerações de pessoas.

A próxima edição da maior semana de moda do Brasil aconteceria em outubro, mas Paulo Borges, seu criador, acaba de confirmar, em entrevista à Universa, que o evento ocorrerá presencialmente de 4 a 8 de novembro de 2020.

Desfile do estilista Isaac Silva na SPFW em outubro de 2019 Instagram/@isaacsilvabrand/Reprodução

“Mudamos para novembro para ganhar mais tempo de acomodação e de entendimento dos protocolos do evento. A edição já está sendo feita, tenho falado diariamente com estilistas e parceiros. Estamos acelerando um processo que iríamos introduzir em abril [de 2021]”, disse.

Teremos o físico com o digital, já que os ambientes dos desfiles podem ser construídos com o distanciamento que for necessário entre os convidados e entre a equipe. Enquanto não tivermos uma segurança na questão da saúde, algumas adaptações precisarão ser feitas”, completou.

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Em junho deste ano, quando o movimento #BlackLivesMatter ganhou força nas redes sociais, modelos e profissionais da moda denunciaram casos de racismo em castings e no backstage de desfiles de estilistas que, inclusive, apresentam suas coleções na SPFW. Sobre isso, Borges respondeu como as próximas edições dos eventos devem ser mais inclusivas para além das cotas. “Com todas essas questões, tem um momento em que esse foco terá que ser maior e nós, como agentes de transformação, precisamos trazer grandes mudanças nesse sentido.”

Vamos colocar mais regras. Se há interesse em fazer parte do evento, o participante precisa ter princípios e ideais em comum com os nossos. A gente está discutindo isso e ouvindo muito para não nos precipitarmos. O racismo estrutural é uma correção que o mundo precisa fazer em todas as áreas e em todos os ambientes e eu entendo que a responsabilidade do SPFW, que tem uma atenção coletiva e que gera um aspiracional de autoestima, de identidade e que pode provocar mudanças, é muito grande neste aspecto”, concluiu.

E aí, o que você achou da decisão? Será que vamos ver mudanças significativas nas próximas edições da SPFW?

Aproveite para assistir ao vídeo da CH que conta com relato de meninas negras sobre o racismo e movimentos antirracista:

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