Lizzo revelou como superou a dismorfia corporal e a insegurança

A cantora acreditou que precisava mudar sua aparência depois de um comentário feito por um ex-namorado

Por Izabel Gimenez - 1 mar 2020, 10h03

Lizzo foi uma das grandes revelações do ano de 2019, sendo apontada como Artista do Ano por revistas como a Time e a Entertainment Weekly, e já começou 2020 ganhando prêmios importantes no Grammy Awards 2020, como o de Melhor Performance Solo Pop.

A cantora serve de inspiração para várias garotas que se sentem representadas por ver uma mulher negra e com um corpo fora do padrão irreal idealizado pela sociedade fazendo sucesso e sendo supersegura de si. Porém, nem sempre a autoconfiança de Lizzo foi assim, e a artista chegou a passar por uma fase muito difícil em que teve dismorfia corporal. 

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“As a black woman, I make music for people, from an experience that is from a black woman… I’m making music that hopefully makes other people feel good and helps me discover self-love. That message I want to go directly to black women, big black women, black trans women. Period.” – Lizzo for @rollingstone by @david_lachapelle . . . @brettalannelson @marko_monroe @iwantalexx @theshelbyswain @erierinailz

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Em uma entrevista à revista Rolling StoneLizzo falou sobre sua luta contra a dismorfia corporal e a insegurança que apareceram depois de um relacionamento abusivo que teve quando tinha 19 anos. Segundo a artista, seu ex-namorado terminou o namoro dizendo que “por ser magro, precisava de uma garota magra e pequena”. Esse comentário fez com que a cantora fizesse de tudo para querer se parecer com a atriz Zooey Deschanel.

Depois de um tempo sofrendo com esse padrão inalcançável, ela percebeu que não poderia ser ninguém além dela mesma. “Eu não posso apenas acordar e ser uma garota branca. Como é possível estar apaixonada por alguém quando você não é nem você mesmo?”, questionou a celeb. 

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Lizzo Arik McArthur/WireImage/Getty Images

Apesar de não ser fácil, Lizzo afirmou que conseguiu “chegar a um acordo com sua dismorfia corporal e evoluir”. Ao invés de usar a dor de uma forma negativa, preferiu usar essa experiência para ajudar outras meninas, inspirá-las a se amarem do jeitinho que são.  

“Como mulher negra, faço música para as pessoas a partir de uma experiência que é de uma mulher negra. Estou fazendo música que, esperançosamente, fará com que outras pessoas se sintam bem e que me ajudará a encontrar o amor próprio. É essa a mensagem que eu quero enviar diretamente para mulheres negras, mulheres negras grandes, mulheres negras trans, etc”, enfatizou. 

EU DIGO “PER” E VOCÊS COMPLETAM “FEITA”! <3 

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