Moda sustentável: 7 marcas eco-friendly para você conhecer

Você já parou para pensar no impacto do consumo no meio ambiente? Conheça grifes que apostam na produção consciente para minimizar essa consequência

Não é segredo que a indústria fashion é uma das mais poluentes do mundo. Seja pelo grande uso de recursos naturais empregados durante a produção (como água, matérias-primas e até combustíveis fósseis) ou pelo desperdício que ele gera, esse mercado traz graves consequências para o meio ambiente, e é necessário rever a forma como consumimos moda para mudar esse cenário.

 (Giphy/Reprodução)

Apesar de todo o impacto negativo que essa indústria pode ter, todo mundo precisa de roupas para se vestir, certo? Então como contornar essa situação e tentar levar uma vida mais sustentável? Uma das alternativas para isso é comprar de maneira consciente, se informando como as suas roupas estão sendo feitas e por quem. Você já questionou como é a forma de produção daquela sua marca queridinha? Se ela tem ações que respeitam o meio ambiente, se trata seus trabalhadores de maneira justa, se contribui para a o local onde atua… Todas essas questões podem ajudar na hora de diferenciar uma empresa séria de uma que não é.

A CH reuniu 7 marcas de moda eco-friendly que trabalham para criar roupas e acessórios de maneira alinhada com a natureza, tentando ser o mais sustentável possível em suas ações. Vem ver, a gente garante que vale a pena!

Linus

As sandálias de tiras são um dos itens mais confortáveis do guarda-roupa, além de superversáteis na hora de criar diferentes combinações. Na Linus, esse modelo é a estrela da marca, que foi criada no final de 2018. Completamente recicláveis e veganos, os calçados da grife são produzidos usando PVC ecológico livre de metais pesados, utilizando 70% de fontes renováveis em sua composição e com plastificantes de origem 100% vegetal, que ajudam a diminuir a pegada de carbono que seria emitida no meio ambiente.

“A escolha de criar sapatos unissex também tem a ver com a sustentabilidade. Nós buscamos um design prático, minimalista e atemporal, porque não queremos incentivar um consumo frenético, a ideia é ter um calçado que possa ser usado a qualquer momento e que dure muito tempo. Isso é ecológico”, falou Isabela Chusid, criadora da Linus, que completou: “O conceito da  marca é ir no caminho do bem. Para mim, o bem não é um lugar que eu vou chegar, é um local que quero sempre percorrer, revisitar e ver o que posso fazer de melhor. Queremos oferecer para os nossos clientes a caminhada mais confortável que eles já experimentaram, mas sem comprometer os passos de quem ainda está por vir.” 

Sim Store

A Sim Store, idealizada por Samanta Fernandes, é uma marca de slow fashion. A empresa se preocupa em garantir maior durabilidade das peças, trabalha com fabricantes nacionais para ter controle sobre a procedência dos tecidos que utiliza, faz produção em pequenos lotes, repensa itens que poderiam virar lixo (tags podem ser usadas como marcadores de páginas, por exemplo) e não usa plásticos nas embalagens. Seguindo essa ideia de aumentar o ciclo de vida das roupas, a loja cria modelos básicos, confortáveis e atemporais – aqueles que são ótimos para compor qualquer lookinho, sabe?

Iral

A vontade da empreendedora Larissa Willig de criar sua própria marca nasceu da percepção da emergência de práticas mais conscientes para reduzir impactos negativos da indústria da moda na natureza. “A loja segue o modelo slow fashion e as peças são produzidas no Brasil, por mulheres e de forma local, justa e com afeto“, contou à CH.

Larissa também disse que procura sempre trabalhar com materiais sustentáveis, além de não usar nada de origem animal no processo de produção. Nossos itens preferidos da loja são as calças de alfaiataria superestilosas!

Levh

Você já pensou em usar biquínis feitos a partir de tecidos que contribuem para o meio ambiente ao invés de poluí-lo? A Levh, marca de moda praia, utiliza matérias-primas ecológicas para criar suas peças. A grife trabalha com o Econyl, material produzido a partir de nylon regenerado proveniente de redes de pesca e componentes plásticos descartados nos oceanos e aterros sanitários, e tecido biodegradável, que se decompõe em até três anos ao entrar em contato com bactérias específicas depois de descartado, diferente de tecidos comuns que levam cerca de 150 anos nas mesmas condições.

Há um ano no mercado, a Levh seguiu de forma natural para a moda sustentável. Seus criadores, Melissa Granado e Raphael Almeida, vivem no Rio de Janeiro e já levavam um estilo de vida conectado à natureza. Quando criaram a grife, ela apenas refletiu o que eles já praticavam no dia a dia. Além do material ecológico, eles também possuem entregas de bicicleta no Rio de Janeiro, Niterói e São Paulo, embalagem em formato de ecobag reutilizável e que não leva plástico (ou caixa de papelão para o e-commerce) e doam 1% do lucro para causas ambientais. “Além de uma marca de moda, a gente têm um papel de influenciar nos hábitos das pessoas. A nossa meta é que o cliente se identifique com o nosso propósito”, explicou Melissa.

Rêvo

A Rêvo trabalha com praticamente 100% de tecidos reaproveitados. Demais, né? “Procuramos outras empresas que tenham tecido em estoque, mas que por algum motivo não querem mais trabalhar com ele (às vezes sobrou de uma coleção, por exemplo). Esses materiais, que seriam descartados, são a matéria-prima para criarmos nossas peças. Então, sempre digo que fazemos o caminho inverso da maioria das marcas: ao invés de idealizar uma peça e depois procurar o que usaremos nela, nós já temos o que precisamos para criar com ele uma roupa nova. É um pouco mais difícil e exige mais criatividade, mas o resultado é recompensador”, explicou Larissa Ambrósio, fundadora da etiqueta.

O objetivo da marca é mostrar que moda sustentável não é sinônimo de roupas caretas, sem graça, sem cor ou forma. Eles fazem vários modelos minimalistas que seguem tendências de modelagem que a gente ama, tipo o famoso vestido ombro a ombro com franzidinho no busto que é perfeito para o verão!

Insecta Shoes

Reaproveitar roupas vintage para fazer sapatos veganos foi a ideia inicial de Barbara Mattivy e Pamela Magpali ao criarem a Insecta Shoes. Hoje, a marca buscou ainda novas formas de deixar os seus produtos mais ecológicos e utiliza garrafas plásticas recicladas nas partes superiores dos calçados, borracha reciclada nas solas, retalhos de tecido nas palmilhas e plástico reciclado nas biqueiras. A empresa também faz a reciclagem dos pares antigos dos clientes que são devolvidos e possui embalagem reciclada e reciclável, que, inclusive, pode se tornar uma linda peça de decoração.

A marca tem um conselho para quem quer transformar seus hábitos em atitudes mais sustentáveis: “Algumas pessoas imaginam que quando falamos em consumir ‘moda consciente’ estamos falando, única e exclusivamente, sobre comprar produtos eco-friendly ou ‘sustentáveis’. Porém, moda consciente, ou consumo consciente, não é necessariamente sobre escolher um produto eco-friendly, mas, sim, sobre ser consciente do que se está comprando. Então, para consumir de forma mais consciente, a dica é sempre questionar de onde veio aquele item. E como sempre falamos por aqui, o objeto mais verde é o que já existe, porque não depende de mais recursos naturais para ser feito, então sempre pensar em novos usos para as coisas.” 

Zerezes

A carioca Zerezes é uma marca de óculos feitos a partir do reaproveitamento de madeira. “A grife começou em 2012 com itens produzidos com madeiras encontradas pelas ruas do Rio de Janeiro. De lá pra cá, fizemos outras peças com a serragem gerada no processamento dessas madeiras, com acetatos garimpados em fábricas desativadas e, esse ano, lançamos a primeira linha de óculos também de componentes resgatados de uma indústria nacional quebrada. Mas não é só em materiais que a gente pauta o nosso impacto. Hoje oferecemos uma política de assistência contínua, independente do motivo do problema dos óculos ou da data da compra, por um preço justo, além de recebermos também modelos antigos como entrada por novos. As duas ações são formas que encontramos de prolongar a vida útil dos nossos produtos”, disse Luiz Eduardo Rocha, sócio-fundador da Zerezes.

Bora repensar o nosso jeito de consumir?

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