Mandy Candy e Jonas Maria sobre a importância da representatividade trans

Os dois participaram de um talk sobre identidade de gênero no TUDUM Festival Netflix

Por Gabriela Zocchi 26 jan 2020, 14h05 | Atualizado em 9 jun 2026, 10h22
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O TUDUM Festival Netflix está oficialmente aberto! Neste sábado (25), o evento contou com a presença de famosos como Larissa Manoela e o elenco de Sintonia, e teve também algumas conversas muito legais sobre questões importantes com alguns profissionais e influencers.

Uma delas foi sobre identidade de gênero e trouxe para o palco Mandy CandyJonas Maria, representantes do movimento, e Vitor di Castro, da página Quebrando o Tabu. O principal assunto abordado no talk foi a importância da representatividade de pessoas trans e LGBT nas séries, nos filmes e na mídia no geral.

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Jonas Maria, Mandy Candy e Vitor de Castro em talk no TUDUM Festival Divulgação/Netflix

“Quando eu era pequena, não me via como menino gay e não sabia o que eu era. Foi só lá pelos 17, 18 anos que descobri o que era trans. Passei a maior parte da minha infância e a adolescência sem saber o que eu era, achando que tinha algo estranho comigo, o que obviamente não foi muito feliz. Hoje, com as séries, por exemplo, é muito mais fácil descobrir e aceitar isso”, começou Mandy.

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Jonas concordou. “Para mim, foi difícil descobrir que a transexualidade sequer existia. Por acaso descobri na internet uma página falando sobre isso, por acaso fiz uma busca mais profunda no YouTube e só então descobri uma comunidade trans, porque até então a representatividade na TV era péssima. Quando tinha algum personagem trans na telinha, ele estava ligado apenas a acontecimentos fatalistas ou era mostrando de forma muito caricata e totalmente desconectada com a realidade”, afirmou ele.

Para o bem da humanidade, isso está mudando aos poucos, né? Personagens como Nomi (Jamie Clayton), de Sense8, ou Blythe (Hari Nef), da primeira temporada de You, mostram que não só é importante incluir pessoas trans nas produções culturais, como também é legal colocá-las interpretando papéis diversos, não necessariamente falando sobre transexualidade. “Uma pessoa trans é uma pessoa, meu Deus! Ela está ali, está estudando, trabalhando, fazendo vídeo no YouTube, casando ou o que mais ela quiser. É muito legal quando a gente vê marcas como Netflix colocando pessoas trans em suas produções não somente interpretando pessoas trans”, declarou Mandy Candy.

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“É muito importante ter uma visão positiva do trans, de uma pessoa f*da e que inspira. Contar a história triste dos transexuais é válido, porque muitas vezes a gente se identifica com isso, mas ser trans não é sinônimo de sofrimento. Ser trans também é legal”, completou Jonas.

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