YouTuber faz live para mostrar cadáver da namorada grávida: “Sem pulsação” | Capricho

YouTuber faz live para mostrar cadáver da namorada grávida: “Sem pulsação”

Stas Reshetnikov, de 30 anos, foi preso após a transmissão ao vivo; polícia trabalha com a hipótese de homicídio

Por Isabella Otto 4 dez 2020, 09h41
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CAPRICHO/Sestini/Divulgação

Na última quinta-feira, 3, o YouTuber russo Stas Reshetnikov, de 30 anos, dono do canal ReeFlay, foi detido após realizar uma live ao lado do cadáver da namorada, Valentina Grigoryeva, de 28 anos, que estava grávida. Durante a transmissão, o homem interagiu com os espectadores dizendo coisas como: “Minha coelhinha, parece que você está morta” e “Companheiros, sem pulsação”. O YouTuber ainda forçou um choro fake quando falou que a namorada provavelmente tinha ido mesmo a óbito.

YouTuber faz live para mostrar cadáver da namorada grávida:
Alcotuber/Reprodução

Ao perceber a situação absurda, alguns internautas ligaram para a polícia. O próprio YouTuber também teria telefonado para a emergência. Uma ambulância logo chegou ao local, mas Valya, como era conhecida, já estava morta. De acordo com o jornal The Sun, a polícia trabalha com a hipótese de homicídio. Segundo as autoridades locais, Stas teria obrigado a mulher a ficar de lingerie na varanda do apartamento, para atrair audiência para a live. Por causa da temperatura negativa, a russa teria morrido de hipotemia. Em nenhum momento, ele parou a transmissão. Pelo contrário! Quanto mais audiência tinha, mas registrava todo o assassinato.

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    Em outra ocasião, Reshetnikov teria atacado a namorada com spray de pimenta, apenas para cumprir um “desafio” dado por seus seguidores, os mesmos que acompanham o influenciador russo Andrey Burim, seguido por milhares de pessoas e que, em outubro deste ano, agrediu uma modelo em uma festa, também apenas para satisfazer um prazer pessoal ao “demonstrar poder”.

    O caso recente envolvendo a morte de Valentina Grigoryeva gerou clamor na Rússia. A população pede que haja alguma espécie de lei para a chamada “violência real online”, já que ela parece ser bastante frequente entre os “criadores de conteúdo” (que conteúdo?!) do país.

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