Você sabe o que significa a sigla LGBTQIA+?

Por que ela existe? É algo importante para o movimento? O que querem dizer todas essas letrinhas? A gente te conta!

Por Isabella Otto Atualizado em 28 jun 2021, 23h14 - Publicado em 1 jun 2021, 14h31

A denominação LGBTQ+ é uma das mais conhecidas e ela está correta. Contudo, há algum tempo, o movimento passou a usar a sigla LGBTQIA+, que vamos esclarecer abaixo. Ela é uma versão reduzida de LGBTT2QQIAAP, que você também vai entender melhor na sequência. Pode parecer confuso de início, mas não é – ou melhor, não precisa ser. Mesmo que você não faça parte da comunidade, é importante entender o que essas letrinhas significam pois  conhecimento pode ser uma ferramenta poderosa contra a intolerância!

ilustração com várias pessoas dando as maõs; elas vestem camisetas que juntam formam a sigla LGBTQ+
Nadia Bormotova/Getty Images

– Por que essa sigla existe?

O principal intuito é unir todas as pessoas que fazem parte da comunidade e fazer com que elas se sintam representadas e reconhecidas. Antigamente, GLS era a sigla usada. Ela foi criada em 1994 e significava gays, lésbicas e simpatizantes. Caiu em desuso porque os simpatizantes poderiam ser qualquer pessoa, desde alguém que se identificasse como bissexual, por exemplo, até alguém que fosse heterossexual, mas apoiasse a causa. Isso tirava, em alguns aspectos, o protagonismo da comunidade. Depois, a sigla usada passou a ser GLBT (gays, lésbicas, bissexuais e transgêneros). Com o tempo, mais coisas a respeito de gênero e orientação foram descobertas, e a sigla foi se atualizando.

  • – O que significa LGBTQIA+?

    A sigla é dividida em duas partes. A primeira, LGB, diz respeito à orientação sexual do indivíduo. A segunda, TQIA+, diz respeito ao gênero.

    • L: lésbica; é toda mulher que se identifica como mulher e têm preferências sexuais por outras mulheres.
    • G: gays; é todo homem que se identifica como homem e têm preferências sexuais por outros homens.
    • B: bissexuais; pessoas que têm preferências sexuais pelo gênero masculino e feminino.
    • T: transexuais, travestis e transgêneros; pessoas que não se identificam com os gêneros impostos pela sociedade, masculino ou feminino, atribuídos na hora do nascimento e que têm como base os órgãos sexuais.
    • Q: queer; pessoas que não se identificam com os padrões de heteronormatividade impostos pela sociedade e transitam entre os “gêneros”, sem também necessariamente concordar com tais rótulos.
    • I: intersexo; antigamente chamadas de hermafroditas, são pessoas que não conseguem ser definidas de maneira distinta em masculino ou feminino.
    • A: assexuais; que não sentem atração sexual por ninguém, podendo ou não se interessar por envolvimentos românticos;
    • +: engloba todas as outras letrinhas da sigla, como o “P” de pansexualidade, que é a atração por pessoas, independentemente do gênero ou da orientação sexual delas.

    – É ofensivo usar siglas que já caíram em desuso?

    Talvez não seja ofensivo para todas as pessoas, mas é errado, já que, como foi dito anteriormente, a sigla caiu em desuso. Transitar entre LGBT, LGBTQ+ e LGBTQIA+ é, atualmente, o mais correto. E, é claro, se você estiver com dúvida sobre como se referir ou qual pronome de tratamento usar ao falar com alguém do movimento, pergunte. 😉

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