Mandy Candy: “Por boa parte da vida vivi em confusão comigo mesma”

A youtuber conversou com a CH sobre a importância da representatividade trans em produções culturais

Por Gabriela Zocchi Atualizado em 13 fev 2020, 16h32 - Publicado em 13 fev 2020, 16h30

No final de janeiro, a youtuber Mandy Candy participou de um talk no Tudum Festival Netflix para falar sobre identidade de gênero e a CAPRICHO aproveitou a oportunidade para trocar uma ideia com ela sobre a importância da representatividade trans em séries, filmes e na mídia em geral.

Amanda Guimarães nasceu num corpo de garoto, mas nunca conseguiu se identificar dessa forma. “Por boa parte da minha vida eu vivi em confusão comigo mesma”, contou à CH. Ela afirma que sabia que era Amanda desde criança, mas que na época ninguém falava sobre transexualidade, então ela não tinha ideia do que se passava com ela.

Foi só no final da adolescência que a youtuber descobriu que existiam pessoas trans e se deu conta de que se incluía no grupo. Aos 18 anos ela começou a transição, e depois disso finalmente conseguiu se sentir livre e feliz consigo mesma. “Graças à representatividade que vem rolando cada vez mais em todos os lugares, seja no YouTube, na música ou na Netflix, hoje a transexualidade já está sendo tratada de forma mais natural”, declarou.

Na entrevista, Mandy relatou também alguns momentos difíceis que sofreu na infância e comentou sobre a relevância de manter o projeto de lei que permite que adolescentes trans tenham acesso à terapia hormonal a partir dos 16 anos. Veja!

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