Instagram lança série para combater discriminação contra jovens negras

A série feita em formato de animação, com três episódio, é resultado de uma parceria do Géledes, SaferNet e Instagram

Por Gabriela Junqueira Atualizado em 10 abr 2021, 12h16 - Publicado em 10 abr 2021, 10h01

Na última quarta-feira, 7, Dia Nacional de Combate ao Bullying, Geledés, SaferNet e Instagram lançaram uma animação sobre as formas de discriminação que atingem jovens negras nas redes e como elas impactam as vidas dessas meninas. A série, ‘Racismo e Bullying: Como proteger jovens negras?’, tem 3 episódios que serão lançados durante o mês de abril e é protagonizada por Guta, uma menina negra de 13 anos que sonha em ser cineasta.

A imagem mostra cinco personagens de animação
Divulgação/Reprodução

Ao longo dos episódios, Guta conversará com alguns especialistas sobre  meios de combater o bullying e o racismo. Além disso, também vai passar dicas para as jovens se protegerem na rede e terem uma experiência mais segura no universo digital. 

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“Sabemos que as agressões se estendem para a vida escolar e em suas trajetórias de vida, evidenciando a estrutura racista presente na vida de pessoas negras desde muito cedo. Por isso, tomamos iniciativas educativas, como esta série, para abordar o tema e informar jovens e meninas negras das opções que existem para que elas se protejam no ambiente online” diz Natália Carneiro, Analista de Comunicação do Geledés.

De acordo com um levantamento feito pelo TIC Kids Online Brasil em 2019 com crianças e adolescentes, entre 9 e 17 anos, 33% das garotas se referiram à cor ou raça como motivo de sofrerem ou testemunhar discriminação nas redes sociais. A pesquisa também mostra que as meninas são mais alvo de discriminação na rede do que os meninos – entre eles os resultados foram de 20% e 15%.

  • “Não há espaço para bullying e racismo no Instagram, por isso desenvolvemos ferramentas abrangentes e lançamos mão da melhor tecnologia disponível para manter as pessoas seguras. O trabalho constante com especialistas, como o Geledés e a SaferNet no Brasil, nos ajuda a desenvolver medidas para o combate à discriminação e a promover um ambiente mais acolhedor no Instagram”, concluiu Natália Paiva, Head de Políticas Públicas do Instagram para a América Latina.

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