COVID-19 é hoje a terceira maior causa de mortes no mundo

São mais de três milhões de óbitos registrados, ficando atrás apenas de mortes causadas por doenças cardiovasculares e pelo câncer

Por Isabella Otto Atualizado em 20 abr 2021, 14h34 - Publicado em 20 abr 2021, 14h32

Um levantamento publicado pelo jornal O GLOBO, na coluna “A Hora da Ciência”, mostra que a COVID-19 já é a terceira causa de morte no mundo, ficando atrás apenas das causadas por doenças cardiovasculares e por cânceres.

Foto mostrando a quantidade assustadora de túmulos que foram abertos para enterrar vítimas da COVID-19 em São Paulo
Imagem aérea de um cemitério em São Paulo, durante a pandemia Jose Antonio/Anadolu Agency/Getty Images

Hoje, no mundo, são mais de 141 milhões de casos e 3 milhões de mortes. No Brasil, os casos ultrapassaram a marca de 14 milhões e o total de mortes soma 375 mil. Dentre os países das Américas, o Brasil é o que registra maior número de óbitos, com mais mortes por COVID-19 por milhão de habitantes, superando os Estados Unidos, que durante um longo período foi considerado o centro epidemiológico da doença, mas hoje já vacina toda sua população, sem mais divisões por faixas etárias.

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    Segundo estudos globais, a letalidade da COVID-19 varia entre 0,5% e 1%, mas esses números seguem sendo questionáveis, ainda mais levando em conta as novas variantes do vírus, que se mostram mais transmissíveis e graves. O Brasil chegou à trágica situação atual não somente por um problema sistêmico, que é a falta de verbas destinadas à área da saúde, sendo que o colapso causado pela pandemia escancara esse despreparo, mas também por uma gestão duvidosa e em alguns casos extremamente irresponsável de representantes no poder, como o próprio presidente Jair Bolsonaro, que ainda hoje não respeita os protocolos de segurança no combate ao coronavírus, tira sarro de muitos deles, como quando disse que a máscara facial era “coisa de viado”, é contrário ao isolamento social, duvida da Ciência, como quando questionou a eficácia da vacina e fez ainda comentários xenofóbicos sobre o assunto, incentiva aglomerações e gera o que podemos chamar de negacionismo coletivo.

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