Internautas compartilham última conversa com amores perdidos pra COVID-19

Toda vida perdida para a doença era e continua sendo o amor de alguém, e dói muito em todos nós

Por Isabella Otto Atualizado em 5 mar 2021, 11h07 - Publicado em 5 mar 2021, 11h03
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CAPRICHO/Sestini/Divulgação

A publicação que a assistente comercial Giulia Mariana fez no Twitter no último dia 2 já foi compartilhada por quase 20 mil pessoas. Aos 23 anos, a jovem perdeu sua mãe, Valéria Zadorozny, de 42, para a COVID-19, e compartilhou na internet a última troca de mensagens que teve com ela. “Eu vou para a UTI, só não tem vaga, em lugar nenhum. Amo vocês”, escreveu a mãe antes de ir a óbito.

Internautas compartilham última conversa com amores perdidos pra COVID-19
Trabalhadores descansando entre um enterro e outro, no Cemitério Nossa Senhora Aparecida, em Manaus, no mês de janeiro de 2021 Lucas Silva/picture alliance/Getty Images

Em entrevista para a BBC News Brasil, Giulia disse que a mãe era dona de uma sorveteria na cidade de Esteio, no Rio Grande do Sul, e que se cansou de brigar com os clientes que insistiam em entrar no estabelecimento e ser atendidos sem máscara. “As pessoas pouco se importavam”, lamenta a fila.

Nas redes sociais, pessoas estão compartilhando as últimas mensagens que tiverem com amores que foram levados pela doença, que hoje mata em média 1.900 brasileiros por dia – e que, de acordo com levantamento do médico e neurocientista Miguel Nicolelis, pode chegar em breve à marca de 3 mil vidas perdidas diariamente.

1. “Só não tem vaga, em lugar nenhum”

2. “Tio Gesse te ama”

3. “Tu não tem outra opção a não ser melhorar”

4. “Bom dia! Vamos sorrir”

5. “Muita coisa pra ler me cansa o fôlego”

6. “Acho que minha mãe não resistirá”

7. “Estamos morrendo de saudades”

8. “Melhoras, pai”

9. “Vai lá. Se cuida!”

10. “Logo vou estar em casa”

11. “Ele chorou e implorou pela vida da esposa”

Agora vocês conferem algumas das últimas mensagens deixadas por Jair Messias Bolsonaro, presidente da República, sobre a COVID-19:

O Brasil já bateu a marca de mais de 261 mil mortes pelo novo coronavírus e, um ano após o começo da pandemia no país, se encontra no pior cenário.

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