As lições que aprendemos com as mulheres da família real britânica

Elas usam suas posições na realeza para fazerem a diferença no mundo e quebrar paradigmas

Por Da Redação - Atualizado em 13 jan 2019, 19h47 - Publicado em 31 dez 2018, 20h59

Não dá para negar que adoramos falar sobre a família real. Entre casamentos, nascimentos, anúncios de gravidez e toda a pompa que fica em torno da realeza, tem um outro assunto que também não conseguimos superar: as mulheres da monarquia britânica. Da rainha Elizabeth II à Meghan Markle, elas são exemplo de luta e inspiração. Elas conseguem, cada uma com o seu papel, usar suas posições de destaque para colocar assuntos muito importantes em pauta, como os direitos das mulheres e a inclusão racial, além de mandarem recados empoderadores para o mundo todo com suas atitudes.

Veja abaixo as lições que aprendemos com essas musas e inspire-se com a gente!

Lady Di

John Shelley Collection/Avalon/Getty Images

Muito mais do que a mãe dos príncipes William e Harry, Lady Di foi uma das princesas mais importantes que a família real já teve. Logo no dia do casamento com o príncipe Charles, Diana já mandou o seu primeiro recado ao mundo: ela se negou a dizer na cerimônia que se tornaria submissa ao marido, atitude que nenhuma outra mulher da família real havia tido até então.

Diana conquistou o povo inglês e o mundo inteiro com o seu jeito tímido e carismático. Ela fazia questão de conversar com as pessoas, ajudá-las e. abraçá-las, como ninguém antes havia feito na realeza. Não à toa, ela ganhou o apelido de “princesa do povo”. Ela acabou com a imagem de que a família real deveria ficar “intocada” e longe dos súditos. Diana chegou a ser mais popular que o próprio príncipe Charles, o descendente direto da rainha Elizabeth, e deu um exemplo de que as mulheres não precisavam ficar escondidas sob a imagem de seus maridos, mesmo que ele seja o herdeiro ao trono da Inglaterra.

Lady Di também sofreu muito em seu casamento com Charles. As traições do marido a abalaram, mas ela não deixou com que as tradições e o título de realeza a impedissem de ser feliz. Ela foi atrás da sua felicidade sem se importar com o ~escândalo~ que isso causaria. Sem dúvida, ela foi um exemplo de girl power para o mundo inteiro e até hoje é considerada um ícone por suas atitudes.

Rainha Elizabeth II

WPA Pool/Getty Images

A rainha Elizabeth é a monarca que está a mais tempo no poder do trono inglês. Hoje, a conhecemos como a avó dos príncipes William e Harry e bisavó dos príncipes George e Louis e da princesa Charlotte. Porém, Elizabeth assumiu o trono quando tinha 25 anos e era a única mulher rodeada por homens que duvidavam da sua capacidade para liderar. A rainha passou por diversas crises ao longo desses anos, mas enfrentou todas e ajudou a Inglaterra a se reerguer em diversos momentos.

Além de mostrar a sua força e quebrar paradigmas ao assumir o cargo máximo da monarquia sendo uma mulher e ainda tão nova, Elizabeth sempre foi extremamente devotada ao povo e é uma das figuras mais respeitadas da família real.

Kate Middleton

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Pool/Samir Hussein/Getty Images

Hoje, Kate Middleton e o príncipe William têm uma linda família e são pais dos fofos príncipes George e Louis e da princesa Charlotte. Porém, quando os dois começaram a namorar, as coisas não foram tão simples assim. Kate foi muito perseguida pela imprensa e teve sua privacidade invadida diversas vezes durante o relacionamento com o príncipe. A duquesa precisou ser firme e chegou até a fazer um acordo com os paparazzis por meio de seus advogados.

Kate se tornou a pessoa mais influente da família real em 2018, de acordo com um ranking divulgado pelo site de compra on-line eBay. Esse dado mostra o quanto a esposa do príncipe William conquistou a sociedade inglesa e o carinho com que os britânicos a tratam.

Outra conquista de Kate foi o início da modernização de algumas tradições da família real. Se hoje vemos Meghan quebrando vários protocolos da realeza, Kate teve a sua influência na flexibilização das ~regras~ que os membros da família real devem seguir. Em seu casamento, por exemplo, ela e William foram o primeiro casal real a fazer uma festinha após a tradicional cerimônia. Além disso, Kate também não jurou submissão ao marido e escolheu fazer sozinha sua maquiagem. Todas essas atitudes podem parecer pequenas, mas são maneiras de, aos poucos, mudar os pensamentos e costumes.

Meghan Markle

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Max Mumby/Indigo/Getty Images

A mais nova mulher a se juntar à família real, Meghan já quebrou paradigmas apenas pelo fato de ter se casado com príncipe Harry. Isso porque, a duquesa é norte-americana, mais velha que o marido, divorciada e biracial, características dificilmente encontradas em outros membros de uma das famílias reais mais tradicionais do mundo. Desde que começou a namorar com o príncipe, Meghan já mudou várias tradições e está modernizando muita coisa na família real.

Ainda no casamento, Meghan mandou um recado à imprensa britânica, que chegou a publicar comentários racistas sobre ela, e incluiu um coral gospel norte-americano formado apenas por cantores negros para embalar a celebração. Além disso, a duquesa também contou com a presença do pastor Michael Curry, que fez um discurso citando Martin Luther King, ícone da luta pelos direitos civis dos negros.

Assumidamente feminista, Meghan nunca deixou de lutar pela causa das mulheres e, agora como duquesa, quer aumentar ainda mais sua atividade nessa área. Em seu primeiro discurso oficial após se casar com o príncipe Harry, a Duquesa de Sussex escolheu o tema como pauta e fez uma fala poderosa sobre a importância da educação para meninas.

Princesa Eugenie

John Stillwell - PA Images/Getty Images

A filha do príncipe Andrew e neta da rainha Elizabeth II não tem uma exposição tão grande na mídia como as outras mulheres da família real, porém suas aparições são sempre marcadas por lições girl power e cheias de empoderamento. Neste ano, a princesa se casou com o empresário Jack Brooksbank em uma linda cerimônia na capela de St. George, no castelo de Windsor, e passou uma mensagem muito bonita com o seu vestido de noiva. Eugenie escolheu que o modelo tivesse um decote nas costas e mostrasse, propositalmente, uma cicatriz que ela carrega no local.

Aos 12 anos, a princesa precisou fazer uma cirurgia para corrigir uma escoliose (encurvamento anormal da coluna vertebral) e era muito importante para ela mostrar que ela se orgulhava da marca, assim como do resto do seu corpo. O desejo da princesa em mostrar a cicatriz era tanto que ela também dispensou o véu. Uma atitude importante para inspirar muitas meninas!

Como é bom ver que existem tantas mulheres fortes e inspiradoras por aí!

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