9 provas de que o Grammy foi liderado, na realidade, por mulheres

Bruno Mars pode até ter sido o grande vencedor da noite, mas as mulheres fizeram acontecer!

Por Isabella Otto Atualizado em 29 jan 2018, 13h35 - Publicado em 29 jan 2018, 13h33
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Divulgação/CAPRICHO

Na noite do último domingo, 28, aconteceu em Nova York, nos Estados Unidos, a 60ª edição do Grammy, o maior prêmio do mundo da música de todos os tempos. Apesar de a lista de vencedores ter sido liderada por nomes masculinos, como Bruno Mars e Ed Sheeran, as mulheres foram as grandes campeãs da celebração, por seus discursos, suas apresentações e seus protestos. Confira abaixo os melhores momentos do evento protagonizado por artistas femininas:

1. Alessia Cara performando 1-800-273-8255
A cantora levou o prêmio de Artista Revelação e mandou o seu recado ao apresentar a canção 1-800-273-8255, cujo título é o número do Centro de Valorização da Vida nos Estados Unidos (no Brasil, o número é 141). É importantíssimo que privilegiadas pela grande mídia usem suas vozes para discutir assuntos tão importantes e passar mensagens positivas para os fãs. Alessia, definitivamente, fez isso durante o Grammy – e faz diariamente com suas canções. Quantas vidas não foram salvas com a música da canadense?

https://www.youtube.com/watch?v=yF6NaYUoPM0

2. O manifesto de Ke$ha
Foi em 2013 que alguns fãs da cantora iniciaram a campanha #FreeKesha, que apoiava a cantora a seguir carreira livre de Dr. Luke, seu empresário na época. No ano seguinte, Ke$ha entrou com um pedido judicial para se separar no cara, que, segundo ela, a assediava física e psicologicamente. Foi uma barra para a americana, que perdeu o processo, mas ganhou o apoio de tantas mulheres – e uma nova vida! Durante o último Grammy, ela performou a música Praying ao lado de outras cantoras e, juntas, elas protestaram no palco a favor do movimento #MeToo, que dá suporte para que garotas se livrem de relacionamentos abusivos, sejam eles amorosos ou profissionais, e não se calem perante a agressões e assédios. Foi de arrepiar!

9 provas de que o Grammy foi liderado, na verdade, por mulheres
Kevin Winter/Getty Images
  • 3. Camila Cabello se posicionando contra Donald Trump
    Definitivamente, Camila é uma das grandes descobertas do The X-Factor USA. Agora em carreira solo, a ex-integrante do Fifth Harmony está colocando sua identidade em seus trabalhos e cantando quem realmente é. Aliás, não só cantando. O discurso feito pela jovem de 20 anos durante o Grammy foi carregado de representatividade!

    4. Lady Gaga catando o amor 
    O amor sempre foi um tema recorrente na arte, mas o quão importante é falar sobre ele em um mundo em que, cada dia que passa, esse sentimento está se perdendo em meio a guerras, atentados, e discursos de ódio e intolerância? Quando você já está prestes a perder as esperanças, lembra que a Lady Gaga existe e volta a respirar com um pouco mais de tranquilidade. Mesmo que a música Million Reasons tenha perdido para Shape Of You, do Ed Sheeran, na categoria Melhor Performance Solo, a gente ganhou ao receber esse presentão ao vivo de Gaga. 

    5. P!nk encorajando sua filhinha
    Cantora, compositora, acrobata, artista, mãe, filha, esposa, fã, ídolo girl power. Na noite do último domingo, 28, P!nk, mais uma vez, mostrou que empoderar os filhos é a melhor forma de educá-los. Além de levar toda a família para o Grammy – e deixar sua filha se vestir da maneira que a deixa mais confortável para ser quem é -, ela vibrou junto com Willow ao vê-la realizando o sonho de conhecer Rihanna, sua grande referência. Ao postar a foto do encontro no Instagram, P!nk ainda elogiou Riri. Ou seja, ao mesmo tempo, ela empoderou filha, cantora e tantas outras mulheres por aí, que se sentiram representadas de alguma maneira. Como não amar?

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    Dreams come true. My daughter lives for this woman. So do I.

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    6. Pi!nk em libras
    O último Grammy celebrou também os 60 anos de história dessa que é a celebração mais importante do mundo da música. Em 2010, P!nk apresentou Glitter In The Air e emocionou com sua performance fazendo piruetas nas alturas. Em 2018, contudo, ela celebrou a inesquecível participação de uma forma diferente: descalça, de calça jeans, camiseta branca, sem acrobacias e com uma intérprete de libras ao lado. Essa mulher sabe mesmo ser icônica!
    [vimeo 253190967 w=640 h=360]

    Wild Hearts Can’t Be Broken @ Grammys 2018 from P!nk Space on Vimeo.

    7. Janelle Monáe falando sobre os movimentos #MeToo e #TimesUp
    A cantora introduziu a apresentação da Ke$ha e fez um forte discurso sobre o #MeToo e o #TimesUp, movimentos que incentivam mulheres a não se calarem diante do machismo e dos assédios sofridos. Janelle disse que estava orgulhosa por defender essa causa não só como artista, mas como mulher. “Desigualdade salarial, assédio, poder. Isso não acontece só em Hollywood. Está aqui também(…) Para aqueles que ousam tentar nos silenciar, temos um recado: já chega!”, garantiu a americana, que enalteceu Ke$ha logo em seguida.

    https://www.youtube.com/watch?v=ZrhKHytNLqY

    8. Miley Cyrus sendo maravilhosa com outras mulheres
    Em pleno 2018 ainda tem gente que usa a palavra inimiga! Dá pra acreditar? É claro que você não é obrigada a amar todas as mulheres e apoiar seus discursos, até porque têm algumas bem machistas por aí, mas muito disso também é uma herança da sociedade patriarcal em que vivemos. Antes de criticar, que tal dialogar? Antes de julgar, que tal conhecer? Miley Cyrus abraçou Alicia Keys, Lorde, funcionárias, fãs… E abraçou também o movimento #TimesUp. Vamos abraçar mais uma às outras?

    Christopher Polk/Getty Images

    9. Uma rosa branca pelas mulheres
    Muitas artistas passaram pelo tapete vermelho do Grammy carregando uma rosa branca, seja na mão, em forma de acessório ou bordada na roupa. Esse pequeno grande detalhe é uma extensão do que aconteceu no Globo de Ouro, em que a maioria das mulheres presentes vestiram preto em solidariedade às vítimas de abuso sexual em Hollywood, que fizeram suas denúncias no último ano. Para quem acha que a luta feminina é uma modinha passageira, nosso mais sincero lamento – e nosso conselho de amiga: estude história.

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