Sul-coreanas criam movimento que questiona os padrões de beleza do país

Nas redes sociais, a iniciativa "Fuja do Espartilho" protesta contra a imposição desses padrões

Por Da Redação 19 dez 2018, 13h15

O K-beauty (a indústria de beleza sul-coreana) passou a ser admirado em diversas partes do mundo, principalmente pelos produtos de cuidado com a pele. Acontece que, na Coreia do Sul, além de uma pele “perfeita”, é cobrado das mulheres um padrão de beleza bem rígido, com lábios volumosos e avermelhados, olhos grandes… Aquilo que a gente vê em muitos tutoriais, sabe? E que, claro, não reflete a realidade de boa parte das pessoas. Recentemente, um grupo decidiu protestar contra essa imposição. 

O movimento ‘Escape The Corset’ (em português, “Fuja do Espartilho”) foi criado pelas sul-coreanas com a intenção de questionar a imposição dos padrões de beleza. Nas redes sociais, elas mostram que estão abandonando a maquiagem, o cabelo comprido e a rigorosa rotina de cuidados para parecer “perfeita”.

https://www.instagram.com/p/Bo83Uxfn8MK/?utm_source=ig_embed

Em posts do Instagram e vídeos do Youtube, as mulheres destroem cosméticos, cortam o cabelo e publicam o antes e depois, mostrando a transição pela qual passaram.

Continua após a publicidade

https://www.instagram.com/p/BqUyCL-H7nP/

A youtuber Lina Bea é uma delas. Ela publicou um vídeo em que aparece se maquiando e, depois, mostra todo o processo de retirada. Ao longo da gravação, comentários maldosos que já ouviu sobre sua aparência surgem na tela. “Há muitas mulheres que acordam de manhã cedo e começam a preparar a maquiagem uma ou duas horas antes de sair, mesmo que não queiram”, destacou no final.

Em entrevista ao The Guardian, a youtuber Cha Ji-won, que retrata em seu canal a nova rotina de beleza, afirmou que passou a se sentir mais livre depois de cortar o cabelo e dispensar o uso de make: “Eu me senti como se tivesse nascido de novo. Temos uma uma quantidade de energia mental por dia, e eu costumava gastar isso me preocupando em ser bonita”.

Uma verdade: nada que é imposto é legal, né?  

Continua após a publicidade

Publicidade