Diário de Intercâmbio: esquiando (e caindo) pela primeira vez!

Marcela Bonafé, nossa intercambista no Canadá, conta como foi esquiar pela primeira vez!

Por Marcela Bonafé - Atualizado em 4 jan 2018, 15h09 - Publicado em 4 jan 2018, 14h47

O esqui sempre foi um esporte muito distante de mim – o que faz total sentido, já que não temos montanhas com neve no Brasil. Mas vim fazer intercâmbio no Canadá e pensei: “por que não aproveitar o Inverno congelante daqui e se aventurar no esporte?”.

Alguns amigos e eu já tínhamos comentado que seria legal a gente tentar esquiar algum dia, mas o plano ficou só no papel. Até que minha professora de francês comentou na sala de aula sobre um lugar chamado Mont Sutton, uma pista de esqui bem pequenininha, linda e boa para esquiar. Depois de pesquisar, resolvemos aproveitar a semana de folga entre o Natal e o Ano Novo para agendamos tudo. E lá fomos nós!

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Memórias do meu primeiro dia esquiando (ou pagando vários micos, como preferir) 💙😂⛷

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Ficamos quatro dias na estação Mont Sutton, no Canadá, mas só esquiamos três. Antes de contar a experiência, acho legal dar um panorama de como funciona a viagem, os custos e todo o planejamento. A tabela abaixo mostra os preços para subir e descer quantas vezes quiser e ficar hospedada em chalé quentinho. Olha só:

Arquivo Pessoal/Reprodução

Fora isso, você acaba gastando para alugar o equipamento, que, no caso, foi o esqui e o capacete. Os óculos, conhecidos como “goggles”, a calça e a máscara para proteger o rosto do frio precisei comprar. Tudo saiu pela ~bagatela~ de C$ 320 (cerca de R$ 800). É salgado, realmente, mas vale a pena. E, na verdade, se você comparar com países da Europa, o valor final até que foi “barato”. Enfim, sei lá quando teria a oportunidade de novo, então decidi aproveitar e gastar as economias. Agora vamos à parte que me rendeu vááários hematomas!

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A partir do momento em que coloquei os esquis nos pés, me bateu um baita medo. Para os iniciantes, eles recomendam não usar os poles (o pauzinho que você segura nas mãos), porque acaba sendo muita coisa para se concentrar ao mesmo tempo. E lá fui eu na pista de iniciantes! Para me sentir mais segura, meu namorado – que esquia desde criancinha – foi descendo de costas e eu, de frente, sempre me segurando nas extremidade dos poles dele. Isso me deu uma segurança maior, sabe?

Arquivo Pessoal/Reprodução

Depois de duas descidas pequenininhas, pegamos o teleférico e subimos na pista mais básica da montanha. Para resumir: em uma descida, eu devo ter caído umas sete vezes! Meu outro amigo brasileiro, em compensação, arrasou muito! Então, acho que varia de pessoa para pessoa. Como eu estava com medo, demorei para pegar confiança e me soltar mais. Com o tempo, contudo, fui ganhando confiança e me arriscando. Afinal, do chão não passa, né? (risos) E a neve dá uma amortecida na queda.

O primeiro dia foi de muita queda e confesso que fiquei bem desanimada para ir no dia seguinte. Mas ainda bem que fui persistente! Logo na primeira descida do segundo dia, me superei e não caí nenhuma vez! Conforme fui pegando o jeito, vi que não era tão difícil assim e consegui sentir a sensação de liberdade que dá escorregar neve abaixo (mesmo com -36°C na sua cara). É muito gostoso!

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Segundo dia: consegui descer sem cair! 💁🏻 (na pista mais básica da family zone, mas tá valendo)

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De qualquer forma, acabei ficando só na pista mais básica durante os três dias, porque não me senti pronta para ir para as outras com meus amigos. Mas, no fim das contas, o importante é se divertir, né? Cada um da sua forma, respeitando seus próprios limites. Foi bem divertido e quero muito fazer de novo. Para quem tiver a oportunidade, recomendo adicionar o esqui na lista de coisas para fazer durante a vida!

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Salut!

Má Bonafé

 

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