Conversar sobre consentimento e sexualidade pode te proteger da violência
Campanha do Instituto Liberta ocupa o metrô de São Paulo para alertar sobre abusos contra crianças e adolescentes.
uando a gente fala sobre violência sexual contra crianças, adolescentes e jovens – ou seja, a nossa galera – muita gente ainda imagina que esse é um perigo distante, escondido em becos escuros ou vindo de desconhecidos. Mas infelizmente os dados mostram outra realidade: na maioria dos casos, o abuso acontece dentro de casa, cometido por alguém próximo da vítima. E é justamente por isso que conversar sobre o tema pode ser uma forma real de proteção para você e para seus amigos.
Foi com esse objetivo que o Instituto Liberta, uma organização não-governamental super importante aqui no Brasil, lançou a campanha “Conversas que protegem”. Durante o mês de maio, o Metrô de São Paulo terá alguns vagões com mensagens de conscientização sobre violência sexual infantil.
E a ação é super estratégica, já que muita gente passa pelo transporte público da maior cidade da América Latina: a ação deve alcançar até 17,5 milhões de pessoas e inclui vagões envelopados, projeções em telões, totens e a distribuição gratuita de guias educativos para pais e cuidadores em estações.
Talvez você não saiba, mas, segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública, seis em cada dez estupros registrados no país têm como vítimas crianças de até 13 anos. Em 86% dos casos, as vítimas são meninas. E existe um dado que preocupa ainda mais: em 63% das ocorrências, os abusadores são familiares.
Esses números ajudam a explicar por que especialistas insistem tanto na importância de criar espaços seguros de conversa dentro de casa. Falar sobre corpo, consentimento, limites, toques seguros e inseguros ou segurança na internet pode ajudar a identificar situações de violência e pedir ajuda, viu?
+Se acontecer comigo ou com uma amiga, o que eu devo fazer? CAPRICHO te explica
A mobilização ganha ainda mais força em maio porque o dia 18 marca o Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes. A data existe para lembrar o Caso Araceli, menina de 8 anos assassinada em 1973, em um crime que chocou o país e se tornou símbolo da luta pelos direitos das crianças.
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