Luíza Perote escreveu o próprio futuro no interior do Amazonas

Modelo de 21 anos é, hoje, presença garantida nas semanas de moda internacionais: "Sou muito emocionada"

Por Sofia Duarte 2 ago 2026, 11h00
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uito antes de desfilar e posar para grifes como Chanel, Fendi e Schiaparelli, Luíza Perote já vislumbrava onde queria chegar. A modelo, natural de Humaitá, no interior do Amazonas, é hoje, aos 21 anos, presença garantida nas passarelas das semanas de moda internacionais.

Embora esse futuro parecesse distante, a história começou ainda na adolescência, quando passava horas criando mapas dos sonhos e escrevendo cartas para si mesma como se estivesse no futuro, projetando o que desejava viver. “Eu fazia colagens com fotos de desfiles e escrevia: ‘Versace, estarei lá em tal ano’. E tenho cartas para mim mesma que dizem: ‘Querida Luíza, hoje você fez várias capas de revista e muitos desfiles’. Essa fé em mim sempre me moveu”, conta à CAPRICHO.

A confiança impressiona ainda mais quando se conhece a menina que existia antes da moda. Luíza sofreu bullying na escola e não enxergava seus talentos. “Eu não sabia o que queria. Eu queria o que os outros quisessem para mim”, recorda. Tudo mudou aos 13 anos, quando foi descoberta por olheiros de uma agência durante um passeio em um shopping de Porto Velho, em Rondônia. Pouco depois, venceu o concurso Back Model Amazônia, em 2018. “A moda me ajudou a ver beleza em mim mesma e a descobrir a minha paixão. Quando tive o primeiro contato com esse universo, pensei: ‘É isso que eu nasci para fazer’. Eu me encontrei.”

Anos depois, começou a gravar vídeos desfilando no corredor de casa e a publicá-los nas redes sociais, o que gerou uma repercussão maior do que imaginava. “Eu morava em uma cidade tão pequena que até São Paulo parecia distante. Queria me aproximar das pessoas e mostrar o meu sonho”, afirma. Hoje, continua compartilhando vídeos no TikTok, mas agora mostrando os bastidores dos desfiles e a rotina acelerada de modelo. Antes da carreira decolar, porém, ela precisou lidar com negativas, dúvidas e a sensação de que faltava a oportunidade certa. “Fui descoberta aos 13, mas demorou para eu começar a trabalhar. A maior dificuldade era manter o meu sonho vivo.”

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