Coleção CAPRICHO e C&A: Galera CAPRICHO conta como foi cocriar as peças

Entre referências próprias, tendências do momento e muita troca, leitores-colaboradores ajudaram a dar forma à coleção — e já têm ideias para a próxima.

Por Andréa Martinelli 16 out 2026, 11h00
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abe aquela pasta de referências de moda que você vai alimentando com looks que gostaria de usar, reproduzir ou criar? Bem, para os jovens que participam da Galera CAPRICHO, reunir essas inspirações ganhou um significado especial: participar do processo criativo de uma coleção de moda que a revista criou com a C&A, uma das maiores varejistas de roupas do Brasil e do mundo. O que eles gostam de vestir, as tendências que acompanham e as ideias que compartilham foram fundamentais.

Sim, a Galera CAPRICHO – nossa comunidade de leitores-colaboradores de todo o Brasil – teve a oportunidade de levar suas ideias para esse processo: a galera foi não só ouvida, mas participou ativamente no desenvolvimento da coleção, ajudando a aproximar as peças dos gostos diretamente de quem vai usá-las, você aí do outro lado.

E, pelos relatos de quem esteve nessa etapa, a experiência teve muito de descobrir o próprio estilo, mas também de entender o que poderia fazer sentido para outras pessoas.

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“Pensei, principalmente, no que jovens usariam para ir em festivais, shows, ou só para se sentir descolado na rua, roupas que fizessem o outro perguntar ‘uau onde vc comprou isso?'”, afirma Matheus Farias, de São Paulo, integrante da Galera CAPRICHO, que criou um moodboard feito à mão para integrar o processo criativo da coleção – e grande defensor da existência de um boné na coleção.

Moodboard de moda com bonés pretos com piercings, calças jeans largas bordadas, moletons com ilustrações da revista Capricho, gravatas coloridas e meias amarelas com o logo da Capricho
Imagem do moodboard do Matheus, da Galera CAPRICHO, para inspirar coleção da CAPRICHO + C&A. Matheus Farias/CAPRICHO

Já para Karina Souza, 17 anos, do Rio de Janeiro (RJ), ajudar a construir essas referências também significou ocupar um espaço que parecia distante. “Foi tudo, né? Nunca na minha vida eu pensei que ajudaria a CAPRICHO a fazer um moodboard para uma coleção de roupa. Fazer esse tipo de coisa é tão fora de alcance pra tanta gente, que ter essa experiência foi incrível.”

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Assim como Matheus, Dominique Molina, de Cianorte, no Paraná, participou do processo e disse que “na hora me veio várias ideias de roupas que eu uso ou que gostaria de usar. Então, fiquei muito animada para poder participar e dar algumas ideias. Adorei muito participar desse processo com a CAPRICHO, e seria muito bom poder participar mais vezes.”

Moodboard de Dominique Molina com diversas peças de roupa e acessórios de estilo alternativo, incluindo camisetas com estampas de caveiras, insetos e frases, calças jeans customizadas, corpetes com detalhes de ossos e dentes, e gravatas com padrões incomuns
Dominique Molina/CAPRICHO

Ao todo, são 19 modelos: 11 na linha feminina e oito na masculina. O mix inclui camisetas, blusas, saias, bermudas e calças — peças que abrem espaço para diferentes combinações e para o toque pessoal de cada um na hora de montar o look. Para atender diferentes tipos de público, a coleção tem peças com custo a partir de R$ 59,90 e vão até R$ 179,90. Os tamanhos vão de 10 a 16.

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Bella Iori, 19 anos, de São Paulo, também encontrou um significado pessoal nessa participação, ligado à sua própria história com a moda. “Muuuuito especial, principalmente por poder participar de um processo criativo de uma marca que fez parte da minha relação com a moda. Muito legal perceber como nossas refs ajudaram na construção da coleção.”

Variedade de roupas juvenis, incluindo boné preto com chamas, camisetas com estampas de anjo, gatos e grafite, calças jeans e uma blusa rosa com listras e a palavra authentic
Parte da coleção já está disponível em lojas físicas selecionadas por todo o Brasil (além do site e do app!). C&A/CAPRICHO

Para Luli Panini, ver essa troca acontecer trouxe uma sensação de pertencimento. “Participar do processo criativo com a CH é se sentir visto, ouvido e representado. É incrível como essa coleção maravilhosa fala tanto com a gente!”

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A participação da Galera CAPRICHO dá forma a uma ideia que tem tudo a ver com a revista: ouvir os jovens e abrir espaço para que participem das conversas e das criações que dizem respeito a eles. Aqui, essa troca saiu do campo das ideias para fazer parte do guarda-roupa. Em breve, vamos divulgar todos os moodboards que foram feitos e a impressão de cada um dos integrantes.

Do look salvo à troca de ideias

Na hora de montar os painéis, o ponto de partida foi uma pergunta que muita gente já fez diante do guarda-roupa: o que eu realmente tenho vontade de vestir? “Pensei em roupas que eu gostaria de comprar e que realmente representassem o meu estilo, trazendo referências e peças com as quais eu me identifico”, explica Yan Souza, também integrante da Galera CAPRICHO do Rio de Janeiro.

Já Karina levou para o processo os desejos que costuma encontrar enquanto navega pelas redes. “Eu pensei em trazer a estética e as roupas que amo do Pinterest. Aquelas que a gente só encontra pra comprar lá fora e quando tem aqui não é tão acessível.”

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galera capricho na capa
Galera CAPRICHO 2025, que fez parte da curadoria com a C&A. Tiago Zani/Reprodução

Enquanto Heloisa Santana, 19 anos, de São Paulo (SP), buscou equilibrar as novidades que aparecem no feed com roupas que continuariam fazendo sentido depois que uma tendência passasse. “Pensei no que os adolescentes estão usando e no que mais tem viralizado, principalmente no TikTok. Juntei essas referências com peças que eu gosto e que estão em alta, mas também escolhi algumas opções atemporais, para não ficar presa só às tendências do momento.”

Esse olhar individual foi ganhando novas possibilidades nas conversas do grupo. Como conta Sofia Vieira, uma ideia puxava a outra: “Foi muito divertido, todo mundo contribuiu e a gente se pegou concordando e incrementando a ideia uns dos outros”.

Ao escolher suas referências, ela também percebeu que um mesmo ponto de partida poderia conversar com diferentes gostos. “Pensei em algo que fizesse sentido para o meu estilo, majoritariamente, mas vi que muitas coisas eram adaptáveis pra serem abrangentes.”

Uma coleção com a identidade de quem vai usar

Criar coletivamente trouxe uma missão: pensar no próprio estilo sem perder de vista a diversidade de quem acompanha a CH. Giovanna Filiponi, 18 anos, também de SP, conta que essa preocupação esteve presente na montagem do seu painel. “Acho que pensei não apenas no meu estilo pessoal, mas também na coletividade da Galera CAPRICHO e de quem acompanha a CH, ou seja, no nosso público. Tentei misturar aquilo que gosto de usar, a forma como enxergo a moda e o que representa a nossa galera.”

Para ela, participar também foi uma oportunidade de exercitar a criatividade de outro jeito. “Foi muito legal pensar nas roupas que a gente mais gostava, com as quais mais se identificava e que faziam parte do nosso estilo. Tudo isso pensando na nossa galera, na personalidade que cada um tem e nas particularidades que tornam cada pessoa única, para criar algo que realmente fizesse sentido para nós.”

É justamente a possibilidade de contribuir de verdade que Heloisa destaca ao lembrar da experiência. “Além disso, saber que a nossa opinião é importante para eles e que nossas ideias realmente fazem parte desse processo é muito legal!”

E se vier uma próxima coleção, hein?

A participação rendeu ideias até para o futuro. Quando o assunto é o que gostariam de ver em uma possível próxima coleção, os desejos vão de referências dos anos 2000 a detalhes delicados, passando por peças urbanas e acessórios divertidos. Yan tem uma direção bem definida: “Acho que poderiam apostar em mais looks streetwear e Y2K, trazendo aquela vibe dos anos 2000 que eu amo, com peças estilosas e cheias de personalidade”.

Karina gostaria de ampliar uma característica que já chamou sua atenção. “Pra mim, a estética urbana é o mais mais da coleção. Acho que podia misturar isso com cores e toques de brasilidade. Seria o máximo!”

Giovanna imagina novas combinações de texturas e modelagens. “Acho que seria muito divertido explorar um lado mais criativo e ousado, com saias, corsets, muita renda, babados e calças largas, trazendo modelagens e propostas diferentes das que vimos nesta coleção.” A renda, aliás, já tem outra defensora no grupo. Sofia não hesita ao fazer seu pedido: “Definitivamente mais peças com detalhes em renda!”

Para Heloisa, estampas e frases também poderiam ganhar espaço. “Acho que seria muito legal ter moletons com estampas criativas e bonés com frases, tudo com aquela vibe divertida e cheia de personalidade que é a cara da CAPRICHO.”

Bella gostaria de ver ainda mais possibilidades para cada pessoa montar um look do seu jeito. “Acho que seria muito legal trazer ainda mais a individualidade e a mistura de estilos, trazendo peças que conversem com diferentes estéticas e subculturas da moda. Também adoraria ver referências de brechó, customização, acessórios marcantes e peças que permitam criar combinações.”

Luli reforça o desejo por roupas que acompanhem diferentes momentos, do passeio ao encontro com o artista favorito. “Assim como essa coleção, acho que não podem faltar estampas autênticas, as tendências com aquela pitada de Capricho e peças que possam ser usadas para andar na rua ou ir a um show.”

Por enquanto, essas são as vontades de quem participou do processo. Mas uma coisa os depoimentos deixam clara: referências não faltam — e a Galera CAPRICHO tem muito a dizer sobre a moda que quer vestir.

Veja aqui onde encontrar as peças – e corra, viu? É só até durarem os estoques.

Coleção C&A + CAPRICHO: veja preços, peças e onde comprar

 

 

 

 

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