O que acontece quando meninas se veem realmente representadas

E não, você não precisa se diminuir para caber.

Por Andréa Martinelli 15 abr 2026, 14h26 •
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bril chega com o volume no máximo. Não só nas playlists, mas nas conversas, nas ideias e, principalmente, nas vozes que decidiram não ficar mais em silêncio. É nesse clima que a nossa nova edição digital ganha rosto e presença com Ebony.

Ela não pede licença. Ela ocupa seu lugar. E, no meio de beats, rimas afiadas e posicionamentos claros, a jovem de 25 anos já construiu um espaço que vai muito além da música. Aqui, a gente mergulha na relação dela com os fãs, na potência de ser referência e no que acontece quando meninas se veem — de verdade — representadas em alguém que não suaviza quem é.

E talvez esse seja o fio que costura tudo que você vai encontrar nas próximas páginas: essa conversa também ecoa na TV, com a força de personagens como Juquinha e Lorena, que vêm provocando debates importantes na novela das nove, Três Graças. A repórter Juliana Morales conversou com meninas que se sentem muito representadas pelo casal sáfico. 

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Ebony usa: brinco Carlos Penna, anéis Pandora, sobre-tudo 1 Barack, sobre-tudo camisa e saia Normando, corset Artesanato Chave e salto Schutz. Camila Tuon/CAPRICHO
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“Na minha casa, mesmo eu já tendo me assumido, ainda é um assunto difícil de surgir naturalmente nas conversas. E, nessas últimas semanas, houve momentos do meu pai me chamar de Juquinha (eu também sou ruiva) ou da minha mãe dizer algo como ‘você sabe que seu pai não é o Ferette, né?’, querendo dizer que ele jamais reagiria do mesmo jeito que o pai da Lorena”, conta uma das entrevistadas.

Mas viver em um mundo hiperconectado exige mais do que presença e representação: pede consciência. Por isso, a gente também te convida a olhar com mais atenção para a forma como você se informa na internet, quando todo mundo está disputando a sua atenção: O que você consome? Em quem você confia? E o quanto isso influencia o jeito que você vê o mundo e a si mesmo?

No meio de tudo isso, tem espaço para o que a gente ama compartilhar: o CH Charts, nosso ranking afetivo do momento. Aquilo que virou obsessão na redação, que a gente ouviu, assistiu, salvou e não parou de indicar. Porque cultura pop também é conexão (e dividir isso faz parte de quem a gente é).

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Que esta edição te lembre: você não precisa diminuir para caber.

Um beijo,

Déa

assinatura editora-chefe dea martinelli
jvbarreto/CAPRICHO
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