Lucy Fry conta 8 curiosidades sobre Bright, da Netflix

Filme original Netflix dirigido por David Ayer estreou nesta sexta-feira (22/12) e traz Will Smith (Daryl Ward) e Joel Edgerton (Nick Jakoby) no elenco

Por Bruno Dias - Atualizado em 22 dez 2017, 17h19 - Publicado em 22 dez 2017, 17h12
Lucy Fry interpreta Tikka em Bright, filme original Netflix Netflix/Divulgação

Bright estrou globalmente nesta sexta-feira (22/12). O filme original Netflix conta com direção de David Ayer e tem como seus três protagonistas Will Smith (Daryl Ward), Joel Edgerton (Nick Jakoby) e Lucy Fry (Tikka).

O longa mistura fantasia com uma trama policial, abordando temas como diferença de classes e racismo. Numa Los Angeles situada em uma realidade paralela, mas nos dias de hoje, em que orcs, fadas, elfos e humanos vivem lado a lado.

Ward e Jakoby são dois policiais que acabaram de passar por uma experiência traumática, e que precisam lidar com a desconfiança da sociedade, principalmente com Jakoby, primeiro policial orc da história. Em meio a tudo isso, eles ainda precisam enfrentar a corrupção policial e se metem em uma cilada, tendo que proteger Tikka, uma das poucas elfas capazes de controlar uma farinha mágica que na verdade é uma das armas mais poderosas do mundo.

Pouco antes da vinda de Will Smith, Joel Edgerton e David Ayer ao Brasil, na CCXP 2017, a CAPRICHO falou por telefone com Lucy Fry, que contou algumas curiosidades dos bastidores de Bright:

1) “Sempre quis interpretar uma elfa desde que eu tenho 10 anos de idade. Mas ela é um pouco diferente, porque ela é uma elfa que está portanto uma das armas mais perigosas de todo o mundo.”

2) “Tive que aprender muito karatê, o que na verdade eu amei. Inclusive, continuo praticando e indo às aulas de karatê. Aprender a lutar foi muito bom pra mim, porque eu aprendi a me defender, não só fisicamente, mas também mentalmente e emocionalmente.”

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3) “Will é uma pessoa extraordinária, daquele tipo de pessoa que entra em um ambiente e faz todo mundo se sentir bem. Nós filmamos muitas cenas noturnas, então estávamos filmando muito, sem parar, todas as noite, e no inverno. Teve esse dia em que estávamos todos acordados a noite inteira, com muito frio, bem na época do Natal, e o Will simplesmente chegou cantando canções natalinas, o que fez com que todo mundo se sentisse melhor. Eu pensei, ‘meu Deus, isso é incrível’.”

4) “Joel teve que usar uma máscara sintética que pesava cerca de três quilos, para poder viver o orc. E essa máscara nunca parecia de mentira, porque tudo que ele fazia, as expressões no rosto, dava pra sentir que era o joel. Todos os dias ele se sentava lá por três horas para conseguir colocar a maquiagem, e mais uma hora após as gravações para tirar tudo. Joel é um cara muito generoso, mesmo com três quilos de maquiagem em seu rosto, todos os dias, ele simplesmente não se importava. Foi muito inspirador poder trabalhar com ele.”

5) “A maquiagem que minha personagem usa no filme durava cerca de duas horas para ser feita, e eu realmente gostei dela, principalmente por causa do maquiador que a fazia, Alessandro Bertolazzi. Na primeira semana, eu ficava desenhando antes de começar a trabalhar, para ficar concentrada. Ele me viu e disse, ‘não, não, não, você não está desenhando muito bem. Me deixe te ensinar como desenha’. Então, todas as manhãs, um pouco antes de começar a trabalhar, ele me dava aulas de desenho, me ensinou muito sobre cores, formas e iluminação. E isso foi ótimo pra mim, porque toda vez que eu iniciava as filmagens, minha mente já estava bem aberta, focada em toda a simbologia do filme. Amei ter que ficar duas horas todos os dias para colocar a maquiagem. Foi um presente pra mim.”

Lucy ao lado de Will Smith (Daryl Ward) e Joel Edgerton (Nick Jakoby) em Bright Netflix/Divulgação

6) “Foi um sonho realizado trabalhar com David Ayer, porque eu amei Marcados para Morrer (2012) e Corações de Ferro (2012), gostei muito de Esquadrão Suicida (2016). Quando eu o conheci, durante os testes, estava muito nervosa, porque ele é uma pessoa brilhante e um ótimo diretor. Ele estava muito focado em fazer não só um filme de ação, mas também um longa em que temas como racismo, discriminação e corrupção policial, estivessem presentes e fossem abordados. Ele queria que essas cenas de ação tivessem 100% da gente, foi por isso que ele pediu para que fizéssemos os treinos de karatê. Quando ele nos viu fazendo todas aquelas cenas de luta ele disse, ‘esses são atores que vão dar tudo de si pela história’.”

7) “David sabia que eu estava bem nervosa no começo, por causa de Will e Joel, que são atores extraordinários. E ele meio que queria que fosse dessa forma, porque Tikka fica praticamente o tempo todo bem nervosa ao lado de Ward e Jakoby, até ela perceber que podia confiar nos dois. Então, no começo, ele me deixava isolada de verdade, para que eu pudesse vivenciar uma experiência real no set. Então, ele meio que me mantinha separada de Will e Joe, para que eu vivesse transformação da minha personagem. Então foi muito bom ter um diretor que pensou na minha jornada dentro do filme dessa forma.”

Netflix/Divulgação

8) “Eu meio que fiquei na personagem quase todo o tempo no set, principalmente porque eu estava muito nervosa. Então, optei por ser a Tikka o tempo inteiro, e ela é bem estranha, então aconteceu de eu estar no centro de Los Angeles, com aquela chuva de mentira caindo, e eu começar a dançar sozinha no meio do set. Isso aconteceu várias vezes e sempre eu percebia alguém olhando pra mim. (risos). Meio sem graça, eu só falava, ‘olá’”.

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Divulgação/CAPRICHO
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