Guilhermina, de Malhação: “A gordofobia às vezes é mascarada de piada”

Guilhermina Libanio, que interpreta a Úrsula em Malhação, conta como a autoconfiança pode ser uma boa arma contra o bullying

Por Márcio Gomes Atualizado em 18 jun 2018, 12h14 - Publicado em 9 Maio 2018, 16h50

Com a nova fórmula de Malhação: Vidas Brasileiras, em que cada semana um personagem é protagonista da história, o tema da vez é o bullying que Úrsula, interpretada por Guilhermina Libanio, enfrenta na Escola Sapiência por ser gorda.

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Guilhermina Libanio vive Úrsula em Malhação – Vidas Brasileiras João Cotta/Globo

Na trama, Úrsula sofre preconceito por parte de alguns colegas do colégio, principalmente de Pérola (Rayssa Bratillieri) e Jade (Yara Charry), que insistem em fazer piadas quando estão em grupo, criticando a gula e o peso da amiga. “Bullying é muito sério e as críticas constantes não podem ser levadas como brincadeira. Elas mexem com o emocional das pessoas. No caso da gordofobia, ela muitas vezes é mascarada. As pessoas fazem piadas ou então dizem que estão te criticando ‘para o seu bem’, mas não é bem assim”, disse Guilhermina durante uma conversa com a CAPRICHO, nos bastidores da novela.

  • Mesmo afirmando nunca ter sofrido bullying na pele, a atriz se sente feliz por poder dar voz a centenas de garotas e garotos que já enfrentaram problemas por não se encaixarem nos ~padrões de beleza~. “É impressionante a visibilidade que a novela dá quando falamos sobre bullying e é maravilhoso poder mostrar a vida das pessoas que passam por isso”, completou.

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    Em Malhação, Úrsula não acreditou no interesse de Enzo por ela Reprodução/Globo

    Ela mesma teve dificuldades em aceitar seu corpo em determinada fase da vida, mas garante que o amor-próprio é uma ótima arma para lutar contra o bullying. “A conquista da autoconfiança é difícil de se alcançar, claro. Trata-se de um trabalho de formiguinha. Eu mesma faço um trabalho diário em que tenho que falar que sou bonita, sim, e assim passo a me olhar com mais amor”, explicou Guilhermina.

    Ela precisou fazer análise para poder enxergar essa mudança. “Hoje sou uma pessoa mais aberta, positiva e me cobro menos. Mas espero evoluir muito mais ainda”, completou.

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