Euphoria: “É mais difícil ser adolescente hoje”, diz Storm Reid | Capricho

Euphoria: “É mais difícil ser adolescente hoje”, diz Storm Reid

A atriz de 15 anos atua ao lado de Zendaya e Jacob Elordi na nova série da HBO e conversou com a CH sobre a produção

Por Por Mariane Morisawa, de Los Angeles Atualizado em 12 mar 2020, 17h56 - Publicado em 15 jun 2019, 10h00

Depois de Game of Thrones, a HBO tem uma nova aposta para se tornar a série queridinha da galera: Euphoria, que estreia neste domingo (16), conta a história de Rue (Zendaya), uma garota com transtornos psicológicos que, após sofrer uma overdose, passa um tempo em uma clínica de reabilitação. A trama começa, na verdade, com ela tentando retomar a vida após a rehab. Através dos seus amigos e colegas de sala, a saga aborda ainda outros temas polêmicos e que fazem parte da adolescência, como amizades, bullying, sexo, violência e a busca da identidade.

Além de trazer Zendaya e Jacob Elordi no elenco, a produção conta com Storm Reid como Gia, a irmã de Rue, que sofre na pele com os traumas enfrentados pela família. A atriz de 15 anos conversou com a CAPRICHO sobre os desafios de ser uma adolescente no século XXI e ainda defendeu a importância de Euphoria mostrar a verdade nua e crua sobre assuntos tão delicados. Vem ver!

CH: O que te atraiu para fazer parte de Euphoria?

STORM: Primeiro, a possibilidade de ser irmã da Zendaya. (risos) Mas os temas que a série trata são a cereja do bolo, porque acho realmente que podemos impactar e estimular conversas sobre como ajudar os amigos que estão passando por situações difíceis com algumas das que são mostradas.

CH: Você é a única adolescente de verdade no elenco. Como é estar numa série que retrata sua própria geração?

STORM: Pessoalmente não lidei com muitas situações que minha personagem ou outros estão passando em Euphoria, mas sei que minha geração vem enfrentando muita coisa. Conheço gente que teve experiências similares. Acho que essa série pode ter um impacto grande sobre essas pessoas e fazer com que elas não se sintam tão sozinhas e saibam que tudo bem passar por isso, que elas podem vencer.

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  • CH: Você acha que é mais difícil ser adolescente hoje do que dez ou 20 anos atrás?

    STORM: Creio que sim. O clima sociopolítico e as redes sociais tornaram a vida do adolescente mais difícil. Mas a minha geração tem muita esperança. Entendemos que somos o presente e o futuro. Às vezes pode parecer injusto, porque somos apenas garotos e garotas tentando nos encontrar, mas sei que estamos tentando usar nossas vozes e sentimentos, que são nossos superpoderes, para mudar o mundo.

    CH: É difícil ter esperança no mundo de hoje, não?

    STORM: Sim, mas um dia seremos líderes e vamos poder fazer mudanças. Nós estamos conectados agora e formamos a base para dizer o que pensamos, seja nas redes sociais, nas passeatas, ou falando de assuntos como controle de armas e mudança climática. É isso que nos dá esperança, o fato de sermos capazes de nos conectar com outras pessoas que aceitam nossas ideias. Claro que às vezes desanimamos, porque tem muita gente no atual governo que não quer que vençamos. Mas, fora isso, estamos muito otimistas quanto ao nosso futuro.

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    HBO/Reprodução

    CH: A série traz muitos assuntos polêmicos. Qual deles acha o mais importante?

    STORM: Rue, a personagem de Zendaya, é viciada em drogas, e no momento estamos vivendo uma epidemia de vício por aqui. Acho que muita gente vai se identificar. Também acho importante estimular as pessoas a saírem de relacionamentos física ou verbalmente abusivos.

    CH: Acha que os adolescentes devem ver a série com os amigos ou com os pais?

    STORM: Os pais definitivamente devem assistir para entender com o que seus filhos estão lidando. Mas acho que os adolescentes vão se sentir mais confortáveis vendo com os amigos. E isso é legal, porque assim podem entender melhor aqueles que estão ao seu lado.

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