Eleven morreu no final de Stranger Things? Diretores explicam o desfecho
Atenção: esta matéria contém spoilers do último episódio da 5ª e última temporada de Stranger Things.
epois de quase uma década acompanhando os mistérios de Hawkins, o público finalmente chegou ao fim de Stranger Things. O último episódio da quinta temporada entregou emoção, despedidas e respostas importantes — mas também deixou uma pergunta que dominou as redes sociais logo após o lançamento: afinal, Eleven morreu?
Mesmo divulgada como a temporada mais perigosa da série, a produção criada pelos irmãos Matt e Ross Duffer não apostou em um massacre de protagonistas. O foco do desfecho foi o impacto emocional da história e o significado de cada perda, mantendo a essência que marcou a série desde 2016.
As mortes confirmadas no episódio final
O desfecho traz algumas baixas importantes, mas nenhuma delas acontece de forma gratuita. A principal morte confirmada é a de Kali (Linnea Berthelsen), a Número Oito, que retorna à história com papel decisivo no confronto final. Ao proteger Eleven (Millie Bobby Brown) durante o ataque das forças que tentam capturá-las, Kali acaba baleada e morre, selando um sacrifício que reforça o laço entre as duas.
Outro destino selado é o de Henry Creel, o Vecna (Jamie Campbell Bower). O vilão enfrenta o grupo em uma batalha que vai além do físico, envolvendo também disputas psicológicas e no plano astral. A união dos personagens se mostra fundamental para derrotá-lo, mas o golpe final não parte de Eleven. Joyce Byers (Winona Ryder) surpreende ao usar um machado para eliminar Vecna de vez, encerrando o terror que começou nos anos 1980.
Além deles, soldados envolvidos na ofensiva militar contra o Mundo Invertido também morrem ao longo do episódio, reforçando o clima de guerra que domina o capítulo final.
Eleven morreu? O final em aberto explicado
A maior dúvida do público gira em torno de Eleven. No clímax da história, a protagonista decide se sacrificar para destruir a ponte interdimensional entre Hawkins e o Mundo Invertido. Após uma explosão devastadora, tudo indica que ela morreu junto com o colapso desse universo.
A narrativa avança 18 meses no tempo e mostra uma Hawkins reconstruída e aparentemente em paz, mas sem a presença de Eleven. A ausência da personagem pesa sobre todos, especialmente sobre Mike (Finn Wolfhard), que levanta uma teoria durante uma partida de Dungeons & Dragons: a de que a morte de Eleven pode ter sido uma ilusão criada por Kali para protegê-la.
Segundo essa teoria, Eleven teria escapado da explosão e escolhido viver escondida, longe da perseguição e do uso de seus poderes. A série, no entanto, não confirma nenhuma das versões e encerra a história de forma propositalmente ambígua.
O que dizem os criadores da série
O destino incerto de Eleven foi uma escolha totalmente intencional dos irmãos Duffer. Em entrevista à Variety, Matt Duffer explicou que a ambiguidade do final coloca o público exatamente no mesmo lugar dos personagens. “Desde o início, a ideia era que fosse ambíguo. A história é contada do ponto de vista do Mike e dos amigos dele, e eles não sabem o que aconteceu com a Eleven — o público também não”, afirmou.
Segundo o criador, dar uma resposta definitiva tiraria a força do desfecho. “Se soubéssemos que ela está viva e por aí, ela estaria em perigo. Havia algo muito mais interessante em não ter certeza e deixar que os personagens escolhessem no que acreditar.”
Matt também esclareceu que Eleven não entra em contato com Mike após o final. De acordo com ele, os equipamentos usados pelo exército impedem qualquer manifestação dos poderes psíquicos, o que descarta uma comunicação direta entre os dois.
Já em entrevista ao Tudum, Ross Duffer reforçou que nunca existiu uma versão da história em que Eleven permanecesse com o grupo no encerramento da série. “Para que os personagens pudessem seguir em frente e para que Hawkins finalmente tivesse um final feliz, a Eleven precisava ir embora”, disse.
Matt acrescentou que um final totalmente convencional não faria sentido para a personagem. “Seria uma fantasia achar que ela conseguiria levar uma vida normal depois de tudo o que passou.” Ross completou afirmando que a equipe nunca considerou tirar os poderes de Eleven, já que ela representa a magia da série e da própria infância.
Segundo Matt, o final apresenta dois caminhos possíveis: um mais sombrio e outro mais esperançoso. “O Mike é o otimista do grupo, e ele escolhe acreditar nessa versão em que a Eleven está viva.” Para Ross, permitir que os personagens sigam acreditando nesse desfecho foi essencial. “Mesmo sem dar uma resposta clara, achamos mais bonito terminar a história assim. É uma forma de representar o fim dessa jornada e a transição deles para a vida adulta.”
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