Conheça Marina Peralta, a voz do reggae que une latinidade e afeto
Entre colaborações internacionais e celebração do amor entre mulheres, a cantora prepara seu novo álbum inédito
voz doce e potente de Marina Peralta carrega uma força que vai muito além da melodia. A cantora sul-mato-grossense, que ficou conhecida por suas raízes no reggae, vive um momento de expansão criativa, mergulhando em novas sonoridades, parcerias e narrativas sobre identidade e afeto. Se você curte reggae, talvez seja a hora de dar play no som dela.
Seu mais recente lançamento, Trampolim, é uma colaboração com a artista colombiana Mayra Sanchez. A parceria nasceu no Paraguai, durante o evento G5 Conexiones, e rapidamente virou música. “Ela me mandou algo que tinha escrito e eu imediatamente me inspirei para fazer minha parte. Coincidentemente, ela veio para São Paulo e conseguimos gravar e filmar o clipe também.”
“Para mim é uma conexão muito especial, porque tem tudo a ver com o que venho trilhando como mulher latina e filha de pai paraguaio que cresceu num contexto fronteiriço”, contou Marina Peralta em entrevista à CAPRICHO.
A canção, que fala sobre um romance entre duas mulheres, carrega um peso importante. “É a primeira vez que lanço uma música de fato trazendo esse tema específico. Sempre defendi a liberdade dos nossos afetos, mas é a primeira vez que gravo algo assim com outra mulher. Para mim foi lindo e maravilhoso, porque estamos falando de amor.”
O clipe, filmado às pressas em São Paulo, surgiu de forma totalmente espontânea. “Quando eu e a Mayra chegamos, os diretores já estavam com tudo esquematizado: ‘você entra aqui no chuveiro, a Mayra vai ficar aqui fora…’. Gravamos em uma hora e meia! A conexão estava tão fluida que tudo aconteceu naturalmente.”
Além de Trampolim, Marina também acaba de lançar Peito Aberto, feat com a rapper Cynthia Luz. A faixa fala sobre maternidade e liberdade. “É um peito aberto para receber o melhor que a vida tem para a gente. Depois de se tornar mãe a vida não parou, não acabou, ainda tem coisas para realizar, sonhos para sonhar. É nesse sentido de fortalecimento que vem a música.”
As duas canções funcionam como aquecimento para seu próximo álbum inédito, previsto para este ano. “Vai ter reggae, mas vai ter outras coisas também. Quero demonstrar meu amadurecimento lírico, sonoro e estético. Faz tempo que não lanço um álbum de inéditas, desde 2019, então me sinto muito honrada com os feats que estamos trazendo. Quero mostrar tudo: a Marina cantora, compositora, mãe, sul-mato-grossense, latina, fronteiriça.”
Seu trabalho sempre transitou entre espiritualidade e engajamento social, e esse equilíbrio segue sendo central. “Ainda que eu componha algo mais racional, sempre passa pelo sentimento. Para mim, espiritualidade é quando a gente tem coragem de olhar para dentro. É desconfortável, mas é aí que a gente muda, aprende e se cura. Acho que isso transparece no meu som.”
Para Marina, esse novo momento da carreira é sobre se afirmar como artista plural, sem perder a conexão com suas raízes. “Eu venho de um lugar muito conhecido pelo sertanejo e pelo agronegócio, mas consegui trilhar outro caminho, fazer outra música, falar sobre outras coisas. Isso é especial e quero honrar esse espaço no mundo.”
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