Unicamp anuncia cotas para negros, pardos e vestibular indígena

Na prática, contudo, a decisão só sai do papel em 2019.

Por Da Redação - 23 nov 2017, 10h58

Na tarde da última terça-feira, 21, o Conselho Universitário da Unicamp aprovou algumas mudanças no tradicional sistema de entrada da instituição. A partir de 2019, 25% das vagas disponíveis serão destinadas a candidatos que que se autodeclararem negros e/ou pardos – sendo que 15% das vagas serão para o vestibular próprio da Unicamp e os outros 10%, para estudantes que vierem do Enem.

iStock/Merlas/Reprodução

Além disso, a universidade de Campinas também divulgou que desenvolverá um vestibular indígena além do já tradicional. Ao todo, serão oferecidas 32 vagas para candidatos que se declararem indígenas. Ou seja, duas vagas para cada um dos 16 cursos que entrarão no programa. Mais novidades serão divulgadas em breve.

Em julho, a USP também aderiu ao sistema de cotas raciais, após cem anos de trajetória. A mudança, contudo, já começa a valer em 2018, diferentemente da decisão da Unicamp. “A ideia foi diversificar as formas de ingresso na universidade para atrair estudantes mais diversos e, naturalmente, os melhores estudantes”, afirma Marcelo Knobel, reitor da instituição.

 

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