Faculdade de Medicina da USP adere ao Enem e às cotas raciais

Decisão visa tornar mais inclusivo o curso mais elitista da USP.

Por Isabella Otto - 1 jul 2017, 16h05

O curso de Medicina da USP (Universidade de São Paulo), um dos mais conceituados e concorridos do Brasil, vai, pela primeira vez, após cem anos de história, aderir ao Enem e adotar as cotas raciais. A notícia foi divulgada pelo Centro Acadêmico Oswaldo Cruz através do Facebook.

Faculdade de Medicina da USP adere ao Enem e às cotas raciais
Fachada do prédio da FMUSP. Reprodução/Reprodução

De acordo com as informações, das 175 vagas oferecidas na graduação em 2018, 50 serão exclusivas para o Enem, cuja a seleção serão feita pelo Sisu, e 15 serão para alunos negros, pardos e indígenas de escolas públicas. “O Centro Acadêmico Oswaldo Cruz considera essa vitória extremamente importante, uma vez que representa um primeiro passo para a democratização do acesso a universidade. A Faculdade de Medicina é um dos últimos cursos a aderir ao SISU, mantendo-se um dos mais brancos e elitizados de toda a USP“, afirmou os representantes do CAOC.

A decisão foi aprovada pela Congregação da FMUSP na última sexta-feira, 30. O intuito da iniciativa é tornar a universidade e o curso mais inclusivos. Afinal, apesar de a graduação ser pública, todos sabem que os alunos brancos, que tiveram uma boa oportunidade de ensino em colégios particulares, são beneficiados.

Hoje, na Congregação da medicina, foi aprovada proposta da Comissão de Graduação sobre SiSU/cotas, que determinava…

Posted by Oswaldo Cruz on Friday, June 30, 2017

É claro que, mais uma vez, a discussão sobre cotas gerou polêmica. Muitos, inclusive alguns negros, são contra. Na contramão, muitos defendem as cotas raciais e afirmam que um futuro mais justo para todos na educação (e, consequentemente, no mercado de trabalho e no mundo) só será possível com elas.

O que acharam da novidade?

 

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