Transição capilar: um processo de (re)conhecimento e autoaceitação

Julia Sanches, da Galera, contou sobre sua relação com seu cabelo e a importância da transição capilar para a sua autoestima

Por Blog da Galera Atualizado em 9 abr 2021, 15h47 - Publicado em 9 abr 2021, 15h45

Oi, galera! Tudo bem? Aqui é a Julia Sanches, da Galera CH, e vim falar um pouquinho sobre o processo de transição capilar. Sei que muitas meninas, passam e/ou querem passar pela transição capilar e acabam tendo medo do processo de aceitação dos fios. Por eu ter vivido essa fase, decidi falar um pouco sobre minha história com meu cabelo, para que talvez encoraje outras meninas a assumirem seus fios. 

Na primeira foto, Julia Sanches está de perfil mostrando seu cabelo. Na segunda imagem, aparece usando um macacão preto e com uma das pernas dobradas
Julia Sanches conta que hoje consegue ver a importância ter passado pela transição e ter assumido seus fios Acervo Pessoal/Reprodução

Desde muito pequena comecei a passar produtos químicos no meu cabelo para que, assim, eu conseguisse ter um cabelo liso, e me encaixar nos padrões de beleza. Falar sobre cabelo, sempre foi um assunto que me deixava muito insegura, e depois de ter usado muitos produtos tentando alisar o cabelo, aos 15 anos decidi iniciar a minha transição.

 Ao total, passei por 2 transições capilares:  a primeira, durou cerca de 6 meses e acabei voltando a alisar os fios por não aceitar meu cabelo como ele realmente era, e por conta de comentários que me deixavam insegura (principalmente nesse momento tão delicado de auto aceitação). A segunda transição durou cerca de 2 anos ~ durante esse tempo, as tranças box braids ajudaram muito no crescimento dos fios~ fazendo com que meu cabelo ficasse completamente natural.

À esquerda, Julia Sanches aparece com o cabelo preso e liso, usando óculos. Na imagem da direita, mostra os fios soltos e naturais
À esquerda, Julia antes de passar pelo processo de transição. Na imagem da direita, ela mostra seus fios naturais Acervo Pessoal/Reprodução

Ter aceitado meu cabelo do jeito que ele realmente é, por mais que tenha sido um processo complicado, me ajudou a me encontrar e, o principal, amar meu black. Enxergo meu cabelo como uma forma de resistência aos padrões que eu sempre tentei seguir por conta da sociedade. Hoje, aos 17 anos, consigo ver a importância que foi assumir meu cabelo crespo, para que pudesse me identificar realmente com quem sou, sem me preocupar com comentários desnecessários sobre minha aparência. Durante esse processo, acompanhar meninas que também passaram pela transição foi muito importante. Separei 3 perfis de mulheres que me ajudaram e inspiraram:

Amanda Menezes (@todecrespa

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Em seu canal do YouTube, a Amanda contou sua história durante a transição e até fez um vídeo mostrando o Big Chop – nome que se dá ao corte para retirar a química do cabelo.

Michele Passa (@michellepassa)

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Além de fazer vídeos sobre comportamento e família, Michele também posta vídeos sobre cabelos, incluindo penteados e cuidados com os fios, em seu canal no Youtube.

Ana Lídia Lopes (@analidialopess)

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Tanto em seu blog como no YouTube, Ana contou a história dela com seu cabelo e como ele interferia em sua autoestima, o que acabou fazendo com que ela o alisasse por não aceitar o  jeito como era. Após alguns anos de procedimentos químicos, ela voltou com seu cabelo natural, assumindo seus verdadeiros fios. 

  • Espero que o pouco da minha história e essas três mulheres, possam inspirar e encorajar muitas meninas que tem receio de aceitarem seus cabelos. E fazê-las lembrar que todos cabelos são lindos e únicos!

    Até a próxima,

    Beijos, Julia! <3

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