Se o celular deixasse de existir amanhã, você saberia lidar com humanos?

Tem muita máquina tentando dominar o planeta, e faz parte, só que o mundo ainda é feito de pessoas

Por Atualizado em 14 Maio 2022, 10h26 - Publicado em 14 Maio 2022, 10h01

O mundo é feito de pessoas. Parece algo tão óbvio de escrever, e ainda mais óbvio de ler, mas eu sinto que a gente se esquece disso. As máquinas estão dominando o mundo. Em um aparelho pequeno como o celular, é possível ter uma câmera, um mapa e a possibilidade de se comunicar com quem quer que seja. O celular ainda pode ser um instrumento de trabalho, de estudo, de informação, e ainda serve para ouvir música. Uma maravilha, mas ainda assim uma máquina.

Se todos os celulares falhassem amanhã, ainda teríamos uns aos outros – e você decide se isso é reconfortante ou completamente assustador.

Ilustração de uma mulher negra segurando o celular com cara de dúvida e de quem tem algum problema com isso
Ponomariova_Maria/Getty Images

Por trás do Facebook, há pessoas. Para o metrô te levar a algum lugar, pessoas são necessárias. E a única coisa comum entre grandes marcas e empresas de beleza, refrigerante e tecnologia é o fato de todas terem humanos trabalhando em prol de algo. Independente se uma marca é considerada boa ou ruim, decente ou indecente: tem uma galera ali nos bastidores tomando decisões baseadas em amor, ego, medo, dinheiro, culpa…

Humanizar esse mundo tão impessoal que a gente vive é uma maneira consciente de ter esperança no amanhã. Não confio em logos, CNPJs e grandes construções; mas fico tranquila com Marias, Josés, Ales, Kamilas e Mays. Eu confio e gosto de gente. E quero acreditar que tem mais gente que encara o mundo dessa forma porque assim ele se torna um lugar melhor.

 

Essas palavras podem parecer carregadas de positividade, mas a verdade é que elas vêm cheias de cansaço. O mundo tem sido hostil, cruel, e eu estou farta de ver desamor em todo canto.

Quero ver gente acolhendo gente. Torço incessantemente para isso! Porque o mundo é feito de pessoas. E de igual para igual: eu creio que amanhã vai ser melhor. Para nós e por nós!

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