O que não é normal acontecer na ‘primeira vez’ de ninguém
Algumas situações e comportamentos durante o sexo não devem ser aceitos, mesmo quando você ainda é inexperiente.
uito se discute sobre o que é esperado na primeira transa. Mas e o que não deve acontecer? Algumas situações e comportamentos não devem ser relativizados nem normalizados – listamos eles a seguir para você ficar atento(a). Afinal, sexo deve ser responsável, saudável e bom desde a primeira vez.
Sentir muita dor
Dizem por aí que é natural sentir dor ao transar pela primeira vez, mas não é bem assim! De fato, se a menina estiver nervosa no momento, ela pode ficar contraída. E se houver penetração com o corpo assim, sem estar com a musculatura da pelves relaxada, as chances de ela sentir desconforto são maiores. Mas não é normal sentir dor ao transar: relação sexual tem a ver com prazer, segurança e satisfação.
Como orientou a ginecologista e obstetra Erica Mantelli, em outra matéria sobre o tema, “se a mulher vivencia uma relação que para ela é muito desconfortável, tem dificuldade na penetração vaginal, dor como se fosse uma ardência ou então como se estivesse cortando algo, é indicado pedir ajuda e investigar qual é o motivo por trás da dor.
Não usar camisinha, porque é “mais confortável”
Muitos jovens alegam que “o preservativo corta o clima” ou “atrapalha a relação sexual” – o que não é verdade. Em muitos casos, o problema é a falta de conhecimento sobre como usar corretamente a camisinha ou é só questão de encontrar o modelo mais confortável para cada pessoa.
Vale ressaltar que, além de evitar uma gravidez indesejada, a camisinha é o método contraceptivo mais eficaz contra infecções sexualmente transmissíveis (ISTs), como HPV, gonorreia, clamídia, sífilis, HIV, herpes, entre outras. Se usar preservativo ainda é uma questão para você, mesmo sabendo disso, vale testar tipos diferentes e ver qual a melhor opção para você. O mais importante é se proteger!
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O parceiro tirar a camisinha sem consentimento
Ainda sobre preservativo, vale deixar muito claro que o parceiro tirar a camisinha durante a relação sexual, sem pedir permissão para isso, não é só uma coisa chata, é uma quebra de consentimento e pode ser até considerada crime. Infelizmente, muitas garotas já vivenciaram esta situação e ficaram sem saber o que fazer. A prática, além de ter efeitos psicológicos a longo prazo relacionados à quebra de confiança, ainda expõe a vítima à ISTs e à possibilidade de uma gravidez indesejada.
A sexóloga e educadora sexual Mari Williams explicou ao SOS Sexo que é normal bater uma sensação de insegurança e até um bloqueio ao perceber que a outra pessoa tirou a camisinha, sem ao menos avisar. É uma situação de vulnerabilidade e que constrange. “Mas vale deixar claro que trata-se de uma violação ao nosso consentimento e ao nosso corpo, e por isso é muito importante pontuar a gravidade para a outra pessoa”, diz a sexóloga. “Você deve falar: ‘isso não está dentro do combinado, isso está ultrapassando um limite meu e a gente não vai seguir assim'”, exemplifica.
Por nem sempre ser fácil se posicionar na hora, Mari defende que é importante que as pessoas se eduquem para que quando isso aconteça, fique mais fácil de pontuar e se defender.
Fazer qualquer coisa que você não esteja a fim
Falando em consentimento, é importante ressaltar que depois do “não”, qualquer coisa que aconteça é violência. Ou seja, se em algum momento uma pessoa diz que não quer continuar, tudo que acontece depois disso deixa de ser consensual. Além disso, o consentimento pode mudar ao longo de uma situação. Mesmo que algo tenha começado com acordo entre as pessoas, qualquer uma delas pode mudar de ideia a qualquer momento – como exemplificamos no caso da retirada da camisinha.
A outra pessoa desejar uma performance perfeita de você
Prazer é presença, não performance. Muitas vezes, gastamos muito tempo tentando adivinhar o que o outro está querendo, sentindo, ou se está sendo bom, mas aí esquecemos que a coisa mais importante é estar presente, sentindo e tendo uma troca legal. Vale destacar também que a experiência do prazer é única. Não é porque a sua amiga ou seu amigo falaram que algo foi maravilhoso para eles que vai ser também para você – e está tudo bem! Você tem que encontrar o seu jeito de sentir prazer.
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