O body positivity de Perrie Edwards pode ser considerado válido?

A forma como a cantora empodera tantas meninas faz a diferença.

Por Isabella Otto - 10 jun 2018, 15h10

Foi em 2011 que Perrie Edwards se tornou mundialmente conhecida, após sua participação no The X-Factor do Reino Unido. Mas foi só algum tempo depois que descobrimos que a inglesa tinha uma grande insegurança: sua cicatriz na barriga. A cantora costumava dizer que a cicatriz a incomodava não apenas esteticamente. “Eu tive que fazer algumas cirurgias, então é por isso também que não gosto de mostrar a marca”, disse. Não demorou muito para ela perceber, contudo, que era exatamente por isso que Perrie deveria se orgulhar da marquinha.

Reprodução/Reprodução

A grande virada aconteceu em 2017, quando a cantora compartilhou a imagem abaixo no Instagram e mostrou, talvez pela primeira vez, sua cicatriz abertamente. Em entrevista à CAPRICHO, ela contou o que a fez mudar de ideia – ou, no caso, ver a coisa com outros olhos: “a gente precisa entender que ter uma cicatriz ou qualquer outra coisa diferente é o que nos faz únicos. Amo minha cicatriz agora e amo o fato de poder fazer com que outras pessoas ao redor do mundo, que também têm cicatrizes, se sintam tão confiantes como eu, em vez de envergonhadas. Abracem suas inseguranças, porque vocês são lindos do jeito que são”.

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Desde então a britânica de 24 anos se transformou em uma grande referência para tantas outras meninas que sentiam-se inseguras com marcas de nascença ou cicatrizes ganhadas com o tempo. Em junho de 2017, uma série de fãs começou a compartilhar no Twitter fotos pessoais mostrando seus cicatrizes no estômago. “Muito obrigada, Perrie Edwards, por fazer eu me sentir confortável o bastante para exibir minha cicatriz por aí”, escreveu uma adolescente. Uma madrinha também entrou na corrente do bem e postou um agradecimento: “graças à Perrie, minha afilhada de 8 anos quis mostrar as cicatrizes que salvaram sua vida, do mesmo jeito que ela fez”.

Recentemente, Perrie postou no Instagram mais uma foto enaltecendo suas marquinhas, incluindo suas sardas, tão adoradas pelos fãs e já escondidas pela artista. “Sereias também têm sardas e cicatrizes… Abrace elas. Eu as acho bonitas”, escreveu como legenda da foto abaixo.

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Mermaids have freckles and scars too… embrace them. I think they’re beaut! 🐚

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Perrie Edwards é loira, de olhos claros, magra e se enquadra no padrão de beleza europeu. Podemos dizer então que o que ela faz contribui para o body positivity? É claro que sim! O fato de você se encaixar no ultrapassado padrão de beleza imposto pela mídia e pela sociedade durante anos não garante que você não tenha nenhuma insegurança. É verdade que você não pode dizer que não é privilegiada – porque é -, mas autoestima e aceitação têm mais a ver com o seu interior e a forma como você se enxerga do que com o seu exterior.

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O body positivity é um movimento em prol do amor próprio, que prega a autoaceitação e promove, consequentemente, o empoderamento de mulheres de diferentes idades, etnias, religiões, culturas, biotipos… Há muitas formas de promover o body positivity e ele afeta de diferente maneiras a vida das pessoas, mas o body positivity é para todas. E para todos.

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Happy ☀️

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Quando você se sentir insegura com aquela cicatriz, lembre-se do Harry Potter da Perrie Edwards. Quando você ouvir que não pode usar cropped porque é gorda, lembre-se da Ju Romano. Quando você ficar com vergonha de colocar biquíni por causa das celulites e estrias, lembre-se de todas nós. Sua marca pode ser de nascença ou adquirida com o tempo, pode ser em um lugar escondido ou visível, pode ser pequena ou grande, pode ser clara ou escura. Sua marca só não pode deixar uma marca ainda maior dentro de você. Uma ruim, negativa, que te deixa para baixo, com vergonha e medo de viver. Todas as marcas são legais, quando elas significam vida.

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