NASA anuncia descoberta de sistema com planetas similares à Terra | Capricho

NASA anuncia descoberta de sistema com planetas similares à Terra

A agência espacial ainda revelou que três deles estão em zona habitável!

Por Marcela Bonafé Atualizado em 23 fev 2017, 13h11 - Publicado em 22 fev 2017, 17h15

Em um universo ainda tão desconhecido, seria meio egoísta pensar que só existimos nós, humanos, de seres vivos, não é? Mas até agora, é nisso que se acredita. No entanto, uma descoberta feita recentemente pelo telescópio espacial Spitzer, da NASA, pode mudar essa ideia nos próximos anos.

Foi revelado hoje pela agência espacial que encontraram um sistema solar com sete planetas de tamanho parecido com o da Terra – o que nunca havia acontecido antes na história. “Três desses planetas estão firmemente localizados na zona habitável, a área em torno da estrela anã [similar ao sol] onde um planeta rochoso tem mais chances de ter água líquida“, divulgou o site da NASA.

Reprodução: NASA/JPL-Caltech
Reprodução: NASA/JPL-Caltech

O sistema recém-descoberto, que recebeu o nome de TRAPPIST-1, está a aproximadamente 40 anos-luz da Terra, o que equivale a cerca de 378 trilhões de quilômetros. A NASA afirma que essa distância é relativamente pequena em relação ao nosso planeta e que a localização seria na constelação Aquarius.

A distância dos sete planetas em relação à estrela anã deles, no entanto, é bem diferente do nosso sistema solar, já que as órbitas de todos eles estão mais próximas da estrela do que Mercúrio está do nosso Sol – lembrando que ele é o mais próximo.

Reprodução: Credits: NASA/JPL-Caltech
Reprodução: Credits: NASA/JPL-Caltech

Outra curiosidade que a agência espacial liberou é que possivelmente os planetas do TRAPPIST-1 tenham sempre o mesmo lado virado para a estrela, o que, consequentemente, faria com que eles tivessem um lado sempre claro (dia) e o outro, escuro (noite).

Agora, um outro telescópio, o Hubble, está mostrando quatro dos sete planetas e a intenção é perceber a presença de atmosferas predominantemente de hidrogênio, comum em planetas gasosos como Netuno. O plano para o próximo ano é lançar mais um telescópio, bem mais sensível, que será capaz de detectar rastros de água, metano, oxigênio, ozônio e outros componentes, além de analisar a temperatura e pressão da superfície. Com esses dados, ficaria mais fácil saber se realmente pode existir vida nos planetas de TRAPPIST-1 ou não.

A NASA publicou, ainda, um vídeo 360º com uma simulação da superfície do planeta TRAPPIST-1D, que seria o quarto do sistema solar recém-descoberto.

Já estamos ansiosos pelas futuras descobertas em relação ao TRAPPIST-1! E vocês?

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