Mulheres da Arábia podem finalmente entrar em estádios de futebol

Até então, elas poderiam ser presas caso resolvessem assistir a um joguinho de bola.

Por Isabella Otto 16 jan 2018, 11h57
Promoção CAPRICHO Volta às Aulas 2018
Divulgação/CAPRICHO

Se aqui no Ocidente algumas mulheres ainda sofrem preconceito no meio futebolístico, no Oriente as coisas são ainda mais delicadas. Alguns países da Ásia e da África lideram as listas de lugares em que a desigualdade de gênero é mais gritante. Você sabia que, na Arábia Saudita, as mulheres ainda não podiam frequentar estádios de futebol? Uma ou outra até se arriscava, mas, como podiam ser presas, preferiam evitar – mesmo que amassem o esporte. Contudo, essa lei foi revogada no último dia 12 e 2018 começou um pouquinho menos machista!

As negociações estavam sendo feitas desde outubro, mas só agora se tornaram oficiais. Em 2014, uma torcedora do Al-Ahli, clube de Dubai, foi presa por ir a um estádio assistir a uma partida da Liga dos Campeões da Ásia. Hoje, Ghadah Grrah, outra torcedora do mesmo time, comemora a conquista: “é difícil ter que ver seu time de coração apenas pela televisão, especialmente quando é um grande jogo ou uma final. Esperamos um longo tempo por esse momento. É um sentimento novo para todas nós e será maravilhoso“, celebrou em entrevista ao jornal The Guardian.

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O jornalista Patrick Galey postou em seu Twitter algumas fotos do dia histórico em que, pela primeira vez, as mulheres puderem frequentar estádios sem medo. “Mulheres fazendo história em Jeddah hoje, depois de as autoridades sauditas liberarem a entrada delas em estádios para assistirem a uma partida de futebol”, escreveu. Vale ressaltar que, por enquanto, as mulheres podem entrar em apenas três estádios previamente selecionados. Mas já é alguma coisa, né?

Em junho deste ano, mais uma lei que marca época passa a vigorar na Arábia. Ela foi aprovada em setembro de 2017 e finalmente autoriza que mulheres tirem carteira de motorista e dirijam. Isso prova que a luta feminina está surtindo efeito no país, um dos mais misóginos do mundo! O caminho ainda é longo e com muitas pedras, mas vitórias devem ser comemoradas.

Liberdade às mulheres e #VemCopa!

 

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