Só agora mulheres podem ter carta de motorista na Arábia Saudita

País era o único no mundo que ainda não concedia esse direito às mulheres.

Por Isabella Otto 27 set 2017, 12h35

Para nós do Ocidente, tirar carteira de motorista é praticamente um ritual que garante nossa chegada à vida adulta. No Brasil, ao completar 18 anos, adolescentes vão correndo para a autoescola garantir sua habilitação. Mas você sabia que no Oriente as coisas são um pouco diferentes? As mulheres na Arábia Saudita até hoje não eram autorizadas a tirar carta de motorista e a dirigir.

SERGEI CHUZAVKOV/AP PHOTO/Reprodução

Salman bin Abdelaziz, rei da Arábia Saudita, revogou essa lei retrógrada na última terça-feira, 26. Ele autorizou que as pessoas do sexo feminino possam dirigir e tirar habilitação. De acordo com a agência EFE, contudo, a nova lei só passa a vigorar em junho de 2018. Até lá, o atraso continua.

O mais chocante de toda essa história, apesar da boa notícia pontual, é a justificativa usada pelos homens para não deixarem as mulheres dirigirem. Segundo eles, elas “não merecem porque só têm um quarto de cérebro”. O maior país árabe na Ásia e na Península Arábica é muçulmano e extremamente conservador, mas parece estar dando seus primeiros passos em direção à evolução.

Acha que a notícia diz respeito à um lugar muito longe e não condiz com sua realidade? Talvez seja melhor repensar. Os comentários abaixo foram todas tirados da página do G1. Nossa vontade era expor esses homens machistas, mas infelizmente não podemos fazer isso por questões judiciais. Fica aqui a prova de que o Brasil continua sendo casa de Homo sapiens retrógrados.

Reprodução/Reprodução

Lembrem-se de que nós não somos obrigadas a nada, muito menos a ouvir tais comentários caladas. Aliás, uma pesquisa realizada por uma seguradora britânica chamada Privilege, em 2015, afirmou que mulheres são mais cuidadosas no trânsito que homens. Um estudo recente do Detran concorda com tal afirmação. Ou seja, além de machistas, os homens dos comentários acima são mal informados. Coitadinhos, né, manas? (risos irônicos)

 

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