Filha “pede pizza” pra salvar mãe de violência doméstica e denunciar crime

A tática foi utilizada por uma mulher no estado de Oregon, nos Estados Unidos; entenda o caso!

Por Isabella Otto 26 nov 2019, 13h17

Em 2018, estima-se que, só no Brasil, 1,6 milhões de mulheres foram espancadas ou sofreram tentativa de estrangulamento, sendo que quase metade desses crimes aconteceu dentro de casa, configurando violência doméstica, segundo pesquisa realizada pelo Datafolha, encomendada pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública. Nem todas conseguem denunciar o agressor por conta própria e precisam de ajuda, que pode vir das maneiras mais variadas possíveis.

PaulBiryukov/Reprodução

No último dia 13, no estado do Oregon, nos Estados Unidos, uma filha denunciou a violência doméstica que a mãe estava sofrendo “pedindo uma pizza”. A moça ligou para a polícia, 911, mas, para disfarçar, fingiu que havia ligado para uma pizzaria, conforme relata o jornal Toledo Blade.

Quando questionada sobre qual era a emergência, a mulher disse que estava tentando pedir uma pizza no endereço “X”, que era o de sua residência. De início, a polícia não entendeu e perguntou: “você ligou para o 911 para pedir uma pizza?”, ao que a filha respondeu: “não, não, você não está entendendo”. Suspeitando de que algo pudesse estar acontecendo e percebendo a voz tremulante da moça, os policiais entenderam o recado: “o outro cara ainda está aí?”.

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    Tim Teneyck, o supervisor da operação, contou ao Toledo Blade que instruiu a equipe a chegar ao local à paisana, sem sirenes ligadas ou coisa do tipo. Além de ajudar a mãe, a tática da filha denunciou um dos milhões de crimes de violência doméstica que ocorrem ao redor do mundo. Simon Lopez, de 56 anos, foi detido e acusado de agressão contra a mulher.

    Transcrição da conversa telefônica. Reprodução/Reprodução

    O único porém é que Michael Navarre, chefe da polícia local, teme que a tática comece a ser muito usada e os agressores passem a identificá-la. Apesar disso, ele disse estar muito orgulhoso da moça que prestou a denúncia e da sua unidade policial. Teneyck aconselha que, em casos em que a vítima ou a pessoa que estiver denunciando não puder falar nada, apenas ligue para a polícia e mantenha o aparelho próximo ao crime. “Se você conseguir, nunca desligue o telefone”, disse.

    Porque tem coisas que não deveriam terminar em pizza, mas, neste caso, funcionou. 

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