Eficácia das pílulas contra a Covid-19 lançadas é promissora; saiba mais!

As farmacêuticas Pfizer e Merck já fazem testes com os comprimidos que complementam a vacinação - mas não a substituem

Por Gabriela Junqueira Atualizado em 5 nov 2021, 17h18 - Publicado em 5 nov 2021, 17h16

A Pfizer anunciou nesta sexta-feira, 5, que um tratamento experimental com uma pílula desenvolvida pela farmacêutica pode reduzir em 89% a taxa de hospitalização e mortes por Covid-19. De acordo com a companhia, a pílula, chamada Paxlovid, causa a inibição da enzima protease, que impede que o vírus se replique. Alguns medicamentos para o tratamento do HIV funcionam de maneira semelhante.

Imagem de cartelas com comprimidos
Priscila Zambotto/Getty Images

O estudo contou com 1.219 pacientes com maior risco de desenvolver uma versão grave da doença, por causa de fatores como idade avançada ou obesidade. Aqueles que tomaram o medicamento mostraram menor probabilidade de internação do que os que receberam o placebo. Em números, apenas 0,8% que iniciou começou o tratamento três dias depois de ser diagnóstico foi hospitalizado e nenhum dos pacientes morreu. Já em relação aos que tomaram o placebo, 7% do total foram hospitalizados ou morreram posteriormente.

A Pfizer disse que, “devido à eficácia esmagadora”, já não está aceitando novos pacientes para o estudo porque já está trabalhando para enviar os resultados para os órgãos do governo norte-americano e solicitar uma autorização emergencial para o uso do medicamento.

 

Outra farmacêutica, a Merck & Co, também está trabalhando com uma medicação que pode ser uma candidata promissora ao tratamento de pacientes com Covid-19. Segundo os testes divulgados no último mês, a taxa de hospitalização e mortes causada pelo vírus em pacientes de alto risco caí para a metade com a Molnupiravir, droga estudada. Inclusive, na última quinta, 4, a agência reguladora do Reino Unido autorizou o uso inicial dos comprimidos, mas ainda não se sabe se eles serão comercializados em farmácias.  

Os cientistas também alertam que, apesar das notícias serem animadoras, esses medicamentos não substituem a vacina e serão um método complementar na luta contra a doença.

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