Disney Orlando reabre totalmente com restrições, filas e queda de princesa

Nesta quarta-feira (15/7), o Walt Disney World volta a funcionar no mesmo dia em que a Hong Kong Disneyland fecha as portas de novo por causa da COVID-19

Por Isabella Otto - Atualizado em 17 jul 2020, 20h35 - Publicado em 15 jul 2020, 15h58

Nesta quarta-feira (15/7), os parques EPCOT e Hollywood Studios, no Walt Disney World, em Orlando, nos EUA, reabriram as portas e, com isso, todo o complexo voltou a funcionar, já que os parques Magic Kingdom e Animal Kingdom haviam reaberto no último dia 11. Em meio a recorde de casos diários de COVID-19 na Flórida, a Disney faz um movimento ousado.

Após quatro meses fechados, o maior período da história, os parques temáticos reabrem com medidas de segurança, baseadas nas experiências de Shangai Disney Resort, Hong Kong Disneyland e Disney Springs. O porém é que a partir desta quarta, a Hong Kong Disneyland volta a fechar as portas após um aumento significativo de novos casos de coronavírus na cidade chinesa.

Funcionários “continuam sorrindo” mesmo com máscaras faciais Matt Stroshane/Walt Disney World Resort/Getty Images

Além de limitar a capacidade de visitantes no complexo, o Walt Disney World adotou marcações no chão e em placas para que eles mantenham distância um do outro. Além disso, espetáculos noturnos, como o clássico “Happily Ever After”, do Magic Kingdom, estão suspensos para evitar aglomerações. Os meet & greet com personagem também foram banidos temporariamente. “Mas a Disney irá surpreender visitantes e trazer sorrisos com aparições novas pelos parques, que não comprometam o distanciamento físico”, informou a companhia em nota oficial.

O uso de proteção facial é obrigatório para funcionários e visitantes a partir de 2 anos. Antes de entrar nos parques, todos passam por um sistema de verificação de temperatura. “Qualquer pessoa que estiver com uma temperatura igual ou superior a 38 °C será redirecionado para uma área especial de assistência. Lá, o visitante irá passar por uma nova verificação e, caso apresente novamente uma temperatura alta, tanto ele quanto o grupo de amigos e familiares que o acompanha não poderão entrar no parque”, informa a Disney. A limpeza em todo o complexo também foi aprimorada e os aventureiros são encorajados a usar opções de pagamento sem papel moeda. Para evitar longas filas, a Disney também modificou o sistema de agendamento virtual para atrações, realizado através do aplicativo My Disney Experience.

Em restaurantes fast food, os cardápios serão expostos para leitura sem contato. Já nos restaurantes de serviço de mesa, os visitantes podem escanear um QR code com seus dispositivos móveis para acessar um menu digital Matt Stroshane/Walt Disney World Resort/Getty Images

Apesar de algumas imagens terem viralizado negativamente nas redes sociais, mostrando filas imensas e distanciamento não respeitado, a jornalista Carlye Wisel informou que, embora muitas medidas de proteção não tenham saído como o esperado, as filas dentro das atrações por vezes realmente não existiam e algumas pessoas chegavam a ir sozinhas em determinados veículos de montanhas-russas, por exemplo. Entretanto, isso não diminui a problemática ressaltada por infectologistas, que garantem que a reabertura dos parques agora é simplesmente uma questão de estratégia financeira.

Um dos vídeos da reabertura que mais chamou a atenção mostra Merida entrando em um cavalo para surpreender os visitantes no Magic Kingdom, já que os encontros com as Princesas da Disney estão fora de cogitação. A entrada triunfal, contudo, se transformou em uma baita confusão quando uma criança deixou um balão escapar, ele foi parar na pata traseira do animal, que deu um pinote e acabou derrubando a Princesa. 

Nesta quarta-feira, a Disneyland de Paris, na França, também reabriu as portas respeitando as medidas de segurança contra a COVID-19. Confira a seguir um apanhado do que rolou na reabertura dos parques do Walt Disney World em Orlando:

A Disneyland da Califórnia segue fechada temporariamente. Turistas brasileiros ainda não têm permissão para entrar nos Estados Unidos. O presidente Donald Trump deve fazer em breve um novo pronunciamento sobre a medida restritiva.

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