Diário de Intercâmbio: o que não contam sobre estudar no exterior

Cah Doria, nossa intercambista na Espanha, revela 3 coisas que ninguém te conta sobre fazer facul fora do país!

Por Catharina Doria 18 fev 2018, 10h21

Acho que um dos maiores medos de quem vai fazer intercâmbio ou faculdade fora do país é não se adaptar. A gente acaba saindo da nossa rotina e se distanciando da nossa cultura para começar uma nova história bem longe de casa. As perguntas são sempre as mesmas: “e se eu não me adaptar?”; “e se eu não fizer amigos?”; “e se eu não gostar da comida?”; “e se eu acabar ficando sozinha o tempo todo?”; “e se eu não conseguir lidar com a saudade de casa?”.

São tantas perguntas que a gente acaba ~pirando na batatinha~. E eu estou aqui para dizer: CALMA. Sério! O medo de não se adaptar é universal. Imagina que você não é a única sentindo isso. Todo mundo, no início da faculdade, passa pela mesma coisa – esteja estudando do lado de casa ou em outro país. O friozinho na barriga e o nervoso fazem parte do processo. Se você for uma stalker e doida que nem eu, aposto que já deve ter visto todos os vídeos no YouTube e textos escritos na internet sobre o assunto. Mas neste post vou contar três coisas que ninguém fala sobre fazer facul no exterior!

Fingindo que não tinha muita gente no corredor e que tava morrendo de vergonha por dentro. Arquivo Pessoal/Reprodução

A primeira questão, a da adaptação, é bem difícil e não está tão relacionado a nós mesmas, mas às pessoas que deixamos para trás. A verdade é que a vida dos seus amigos vai continuar no Brasil sem você e isso poder doer. Foi muito complicado para mim quando o meu melhor amigo (#OiLoft) parou de compartilhar suas coisas comigo. Também é tenso quando abro o Instagram e vejo meus amigos indo para uma balada superlegal no Brasil. Dá até um pouco de raiva, sabe? Bate uma tristeza também. Mas, nesse momento, você tem que pensar que, ao mesmo tempo em que a vida deles está seguindo sem você, a sua também está seguindo sem eles. Você vai fazer amigos novos, ter novas experiências e vai aprender MUITO! Focar no presente e em onde você está no momento é importantíssimo para que a adaptação seja mais tranquila. A parte mais legal é quando você reencontra o seus amigos e percebe que, na real, nada mudou. Os amigos de verdade ficam – e, em alguns casos, a distância até fortalece a a amizade.

  • A segunda coisa que ninguém NUNCA fala e que SEMPRE acontece é: o grupo que você anda no começo da faculdade muda. A gente acaba achando que, nas primeiras três semanas, já encontramos o grupo certo e os amigos da vida, bem How I Met Your Mother ou Friends. Mas não é bem assim. Depois do primeiro mês, todo mundo dá uma desacelerada e começa a perceber que existem mais pessoas na faculdade. As máscaras vão caindo, tanto para o bem quanto para o mal. Então, não compartilhe seus segredos íntimos logo de cara, porque a chance de você nunca mais falar com o seu grupo inicial de amigos é real. Aproveite para descobrir novas pessoas!

    A vista da cidade de Segóvia. Arquivo Pessoal/Reprodução

    A terceira coisa envolve o choque cultural. De todas as questões, como fazer amigos, se acostumar com a comida e com o clima (só neva aqui, gente, #SOCORRO!) essa foi a mais difícil. Sério! Eu não tenho o intuito de ser a chata do rolê, mas tem vezes que isso acontece. A barreira cultural pode surpreender! Por exemplo: para nós, brasileiros, é natural abraçar, beijar e falar alto. Aqui na Espanha e em muitos países europeus, a galera leva o espaço pessoal muito a sério. Então, abraçar e tocar não são coisas muito bem-vindas. E se você for muito carinhosa com alguém, podem achar que você está namorando ou a fim da pessoa. Não é fácil viu? Mas acaba rendendo boas risadas…

    Vai achando que não tem carnaval aqui em Segóvia! Arquivo Pessoal/Reprodução

    Essas três dicas vão te ajudar muito na adaptação. Prometo! Escreva todas elas no bloco de notas do celular para nunca esquecer. E lembre-se: vai ficar tudo bem! Somos seres adaptáveis. 

    Beijos e abraços,
    @cahdoria

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