Diário de Intercâmbio: estudar idioma em outro país é bem melhor!

Nossa intercambista Marcela Bonafé lista uma série de razões para você aprender e/ou treinar um idioma fora do Brasil, se tiver a oportunidade.

Por Da Redação Atualizado em 21 set 2017, 13h36 - Publicado em 31 ago 2017, 17h29

Por Marcela Bonafé

Quando você decide fazer um intercâmbio, geralmente tem várias opções para escolher: high school, voluntariado, curso profissionalizante, au pair e, por fim, curso de idiomas – que é o que estou fazendo. Decidi estudar francês, que eu já fazia há dois anos no Brasil, mas acho importante destacar que você não precisa, necessariamente, já ter estudado a língua antes de embarcar no intercâmbio.

Reprodução/Reprodução

É claro que, se você souber o básico, é legal já que vai te ajudar a conversar com outros alunos e se aventurar pela cidade, mas tanto desta vez quanto das outras (que tinham sido aprender inglês), conheci várias pessoas que chegaram à escola sem falar nadinha do idioma. Logo no primeiro dia você faz um teste e, com base nele, identificam seu nível e colocam na classe certa – então você pode começar a aprender lá mesmo.

Se tem uma coisa que acho extremamente vantajosa no intercâmbio de idiomas é que você aprende bem mais rápido do que fazendo um curso onde você mora mesmo. Pensemos: quando eu fazia francês no Brasil, por exemplo, só conseguia ter aulas uma ou duas vezes por semana e cada uma durava de 1h30 a 3h. Aqui, vou para a escola todos os dias, das 9h ao 12h (que é o curso comum) e ainda escolhi fazer mais duas aulas à tarde (curso intensivo) de segunda à quinta, que vão até 16h. Ou seja, o tempo de estudo é bem maior e você fica focado só naquilo!

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Só por uma questão de curiosidade, durante a manhã o curso é de francês normal, com gramática, vocabulário e todas essas coisas importantes e, à tarde, as aulas são optativas. Por enquanto, estou fazendo de conversação e de francês pelos filmes e músicas. Depois de quatro semanas, tenho uma prova para avançar de nível e, também, posso mudar as aulas vespertinas.
Outro ponto positivo de estudar línguas em outro país é que você não usa o idioma só dentro da sala de aula. Para passear, comprar coisas, visitar lugares e, principalmente, fazer amigos, você acaba se empenhando para usar o idioma que escolheu estudar. Não posso negar que, estando em Montréal, tenho a vantagem de que caso eu não consiga falar algo em francês, posso usar o inglês – mas a graça é tentar em francês mesmo, ainda que dê uma travada às vezes. É assim que a gente aprende, né ?!

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E isso me leva à última questão que vou abordar aqui brevemente (mas prometo desenvolver melhor em outro post): a escolha do país. Acho que, em primeiro lugar, é importante escolher o idioma e só depois pensar nas opções de cidades pelo mundo. Afinal, você tem que curtir o que vai estudar. Para a maioria dos idiomas, existe uma porção de cidades com cursos disponíveis, então a dica é procurar bastante sobre cada uma, desde custo de vida até turismo, assim fica melhor decidir qual tem mais a ver com você.

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Eu, por exemplo, escolhi Montréal, porque, na verdade, para aprender francês eu tinha que escolher entre o Canadá e a França. Como eu já conhecia algumas cidades francesas e não me identifiquei taaanto com a vida e as pessoas de lá, resolvi tentar Montréal. E acertei em cheio! Estou amando demais este lugar, mas isso também fica para um próximo post!

Não se esqueça que, se quiser saber algo específico sobre intercâmbios, pode deixar aqui nos comentários que eu vou anotar!

Bisous et à la semaine prochaine,

Marcela Bonafé

 

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