Covid-19: o que sabe-se sobre a nova variante detectada na África do Sul

A cepa Omicron, da variante B.1.1.529, possui mais de 50 mutações, incluindo 30 na proteína spike; saiba mais sobre ela!

Por Gabriela Junqueira 26 nov 2021, 16h08

Na última quinta-feira, 25, a África do Sul comunicou que identificou uma nova variante do coronavírus, a com mais mutações descobertas até o momento. Como está restrita a uma província do país, os pesquisadores ainda não sabem dizer se a B.1.1.529 é mais perigosa do que as outras e quais serão os impactos na transmissão do vírus pelo mundo. A cepa é considerada uma variante de preocupação pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e deve ser nomeada com a letra grega Nu.

Cepa de Covid-19
loops7/Getty Images

De acordo com o professor brasileiro Tulio de Oliveira, diretor do Centro para Resposta Epidêmica e Inovação na África do Sul, a variante possui 50 mutações, carregando uma “constelação incomum de mutações”. Mais de 30 dessas alterações estão na proteína spike, estrutura que o vírus usa para invadir as células. “Esta variante nos surpreendeu, ela deu um grande salto na evolução [e traz] muitas mais mutações do que esperávamos”, completou Oliveira durante uma coletiva de imprensa.

Em relação aos impactos da nova cepa, chamada Omicron, para a vacinação, ainda não existem estudos conclusivos sobre mas a variante gerou preocupação por suas características – como as mutações na proteína spike – poderem apresentar um risco de escapar da proteção de algumas vacinas.

Foram registrados 77 casos na Província de Gauteng e 4 em Botsuana, entretanto Oliveira lembra que podem existir milhares de infectados. O médico conta que estão “trabalhando contra o relógio” para entender quais as consequências da Nu.

Por causa da variante, alguns países da Europa, Ásia e Oriente Médio suspenderam voos vindos da África do Sul.

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