Blog da Galera: o que é a ginecologia natural?

Marina Tiellet, da Galera CH, traz à tona um assunto importante e que vem chamando a atenção de cada vez mais meninas.

Por Da Redação - Atualizado em 24 jan 2020, 17h00 - Publicado em 24 jan 2020, 16h00

Fala galera! Aqui é a Marina Tiellet. Tudo bem? Nesta sexta, vim falar sobre o corpo feminino, mais precisamente sobre útero, vulva e ciclo menstrual.
Mas sem termos médicos e técnicos, apenas sobre promover o autocuidado e a importância de se conectar com o próprio corpo (alô, céticas de plantão! ~risos~).

Leila Divine/Getty Images

Fato é que ainda falta conteúdo deste tipo para as mulheres jovens acessarem. Na verdade, faltam espaços para que este assunto, no caso, a ginecologia natural, possa ser destrinchado de forma bem mais leve e menos complicada, de “amiga para amiga”.

  • Então, do que realmente se trata a ginecologia natural? E por que ela pode ser tão importante para essa nova geração de mulheres?
    Já ouviu falar sobre termos como “reconectar-se com o feminino”, “perceber a força do útero” e “conhecer sua ancestralidade”? Parece até bruxaria do século 17, né? Mas isso é comum quando falamos dessa terapia ginecológica, que, sinceramente, mais tem a ver com psicologia do que medicina. Trata-se de uma terapia que busca reconectar as pacientes com si mesmas, isso tudo através do campo físico, mais precisamente com a ajuda do nosso órgão reprodutor.A terapia por si só procura tratar a figura feminina como um todo, mental e emocionalmente. Isso estimula a grande individualidade de cada paciente, ao passo que cada mulher possui um contexto diferente, seja físico ou espiritual, levando-nos ao fato de que podem existir diversas curas para o mesmo problema.A ginecologia natural, todavia, não é apenas sobre cura, mas também um processo contínuo de cuidado e conhecimento do corpo. A ideia defendida é a de que necessita-se “conectar-se com o ciclo interno para poder enxergar o externo”.
  • E onde entra a vulva, o útero e o ciclo menstrual? Como colocar isso em prática?
    Simples! A ginecologia natural usa e abusa desses três itens como mecanismos de autoconhecimento, ferramentas que auxiliam no processo de observação. Em outras palavras, a cada vez que procuramos saber mais de nós mesmas e entender como nosso corpo funciona, mais estamos praticando a ginecologia natural. Através da observação de nosso ciclo menstrual, por exemplo, podemos notar padrões e assimilar características habituais do corpo para que, se haja algum problema eventualmente, possamos agir com mais propriedade na busca de uma cura.A partir disso, portanto, há uma facilidade muito maior de identificar uma anormalidade e buscar ajuda à um ginecologista de confiança. Sobretudo, gera uma autonomia e independência às mulheres que prestam atenção ao próprio corpo, em cuidar da própria saúde (mesmo que de forma indireta).Sendo assim, a ginecologia natural promove não só um autocuidado imediato e contínuo, como também uma conexão com o próprio corpo. Literalmente, é um processo de tornar-se dona de si, conhecendo-se dos pés à cabeça. Nessa hora, não tem como não falar de feminismo, mas trata-se de ser cíclica, ter poder em se curar através de uma valorização do próprio feminino!
  • Onde posso saber mais?
    De toda forma, a ginecologia natural é basicamente um movimento que vem tomando cada vez mais força para as mulheres. O que é mais curioso é que boa parte das garotas que se interessa pelo assunto nunca nem ouviu falar sobre o tema, e é comum que o interesse surja de forma espontânea e autônoma, como uma vontade própria de tomar cuidado sobre si.

Existem várias influenciadoras que acompanham essa terapia ou compartilham as mesmas ideias da prática cotidiana. Então, selecionei alguns canais e vídeos que podem te ajudar a se inserir e saber mais sobre esse mundo do autocuidado ginecológico:

1. “Curandeiras de Si”, por Carolina Lana

2. “Kareemi”

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3. “Menstruação: tudo que aprendi recentemente”, vídeo da Ellora Haonne

4. “Ginecologia Natural – o que é? Bate papo com Beatriz Yoshimura”, vídeo do NAMU

Honrar nosso feminino pode começar na intuição, mas ainda há muito processo pela frente. Saúde!

Beijos, 
@mar1n4

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