A verdade sombria sobre o icônico beijo na Times Square, em 1945

Dizem que ele não foi tão romântico assim quanto parece... O que você acha?

Por Da Redação Atualizado em 13 abr 2020, 20h34 - Publicado em 13 abr 2020, 13h30

Quem nunca se pegou admirando aquela clássica foto de um marinheiro e uma enfermeira se beijando na Times Square, em 1945, após o término da 2ª Guerra Mundial? Eles pareciam muito felizes, não é mesmo? Vamos relembrar a imagem:

ALFRED EISENSTAEDT//TIME LIFE PICTURES/GETTY/Divulgação

Em 2012, 67 anos depois do grande beijo, George Mendonsa e Greta Zimmer Friedman se reencontraram em uma reportagem da rede CBS . Na época, o marinheiro explicou que tinha acabado de voltar do Pacífico e que havia ficado extasiado ao descobrir que a guerra havia chegado ao fim. Quando saiu do bar, já um pouco alterado, avistou a enfermeira e tascou-lhe um beijão de comemoração.

Quatro anos após a publicação da matéria, uma página no Facebook resolveu retomar o fato e analisá-lo a fundo. Um pouco alterado de bebida? Tascar-lhe um beijão? De acordo com a análise feita, o “beijo apaixonado” foi, na verdade, uma forma de abuso . “Não vi que ele estava chegando e, antes que eu tivesse percebido, já tinha sido agarrada. Você não se esquece de um cara que te agarra dessa forma, não é? Ainda mais em um dia como aquele. Ele era muito forte. Mas eu não estava beijando ele, ele que me beijou”, contou a enfermeira na reportagem.

 Vamos analisar novamente a imagem, mas com uma pose um pouco diferente:

ALFRED EISENSTAEDT//TIME LIFE PICTURES/GETTY/Divulgação

Se repararmos bem, Greta, a enfermeira, realmente não parece muito relaxada nos braços do marinheiro George, na época, com 22 anos. A forma como ele está abraçando a mulher também não nos transmite uma sensação de muito carinho. Parece até algo meio bruto, não? Quase como uma chave de braço.

  • Apesar da análise de que o icônico beijo, reproduzido por milhares de casais apaixonados em diferentes épocas, foi, sim, uma forma de abuso sexual, muita gente acredita que a enfermeira falou que “ele era muito forte” e “eu não estava beijando ele, ele que me beijou” por pura descontração. Ou seja, ela não se sentiu verdadeiramente agredida ou violada. Ela também estava feliz com o fim da Grande Guerra. Era um momento de celebração, de alívio, de extravasar!

    ALFRED EISENSTAEDT//TIME LIFE PICTURES/GETTY/Reprodução

    Vale reforçar que agarrar uma pessoa à força e beijá-la sem consentimento, é, sim, abuso. Não importa a época em questão ou a circunstância. Mesmo assim, algumas pessoas insistem em justificar o ocorrido em 1945, dizendo que o beijo é justamente bonito por ser, simplesmente, autêntico e demonstrar a leveza do pós-guerra.

    Queremos saber a sua opinião sobre esses dois lados da moeda. O que você acha dessa questão levantada pela página da ONG Artemis ?

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