9 maneiras de ajudar a salvar os oceanos sem sair de casa

Neste 8 de junho, Dia Mundial dos Oceanos, saiba como você pode fazer a diferença sem sair do lar, doce (e poluente) lar

Por Isabella Otto - Atualizado em 8 jun 2020, 20h30 - Publicado em 8 jun 2020, 16h01
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CAPRICHO/Divulgação

Por ano, mais de 25 milhões de toneladas de lixo chegam até os oceanos, sendo que 85% desses resíduos tóxicos, provenientes do descarte irresponsável de lixo, são compostos por plásticos. Essa é apenas a ponta do iceberg. Estima-se que cerca de 100 mil animais marinhos morram por ano devido à poluição dos mares e oceanos, segundo estudo realizado pela Universidade de Queensland, na Austrália, e que mais da metade de toda a população de tartarugas marinhas do mundo têm lixo plástico no organismo.

Bitucas de cigarro, tampas de garrafa, canudos, garrafas plásticas e sacolas plásticas estão no topo do ranking de lixos mais encontrados nos mares e oceanos KONTROLAB/Getty Images

Simplesmente não dá para se eximir da culpa e colocá-la toda em cima de um sistema capitalista que não se importa com o meio ambiente. Nós sabemos que isso é verdade, mas você não se preocupar só torna esse cenário mais preocupante e acelera aquela perspectiva de que, se não mudarmos nossos hábitos, em 2050, teremos mais plástico que vida dos oceanos. Saiba como fazer a diferença:

1. Não deixe o carregador do celular na tomada sem estar usando ele
Talvez você já tenha feito isso. Talvez esteja fazendo neste exato instante. É uma prática comum deixar as coisas plugadas na tomada sem estarmos usando: carregador, televisão, rádio, forno elétrico… Essas pequenas grandes mudanças de hábitos diários, além de te ajudar a economizar grana, contribuem no geral para um mundo mais verde.

2. Não descarte óleo no ralo da pia
Fritou umas batatas? Pastel? Mandioca? Hambúrguer? Fritou qualquer coisa e sobrou óleo? Se ele estiver limpo, vale reutilizá-lo em um próxima aventura gastronômica. Se estiver sujo, nada de descartá-lo no lixo ou na pia, pois ele é altamente poluente e acaba indo parar nos oceanos. Reserve-o em um recipiente e informe-se sobre pessoas que transformam óleo de cozinha em sabão. Há inclusive carros que passam nas ruas e buscam óleo usado em casa.

3. Não jogue a areia do gato no vaso sanitário ou no tanque
Isso porque esse descarte é altamente tóxico para a vida marinha e acaba indo parar nos oceanos através da cadeia de esgotos. O mais indicado é descartar a areia no lixo mesmo. O melhor seria usar areias biodegradáveis, feitas de madeira granulada, mas, se não for uma opção ao seu alcance, apenas não jogue a areia normal usada na privada ou no ralo, por favor.

A paradisíaca Indonésia é um dos destinos de descarte dos principais produtores mundiais de lixo plástico, como os EUA. Essa é a realidade de Riau, uma das “ilhas de plástico” espalhadas pelo mundo NurPhoto/Getty Images

4. Use menos plástico
É um mantra: “quanto menos produtos plásticos eu usar, melhor será”. Isso porque o plástico surgiu para facilitar a vida dos seres humanos, e facilita em vários aspectos, não tem como negar! Mas a criação virou uma febre tão grande que hoje praticamente tudo tem plástico, mas não temos meios de reciclar esses produtos. O que acontece? Acúmulo de lixo plástico no mundo. Nesta matéria, você encontra substituições que pode fazer no dia a dia. Nesta outra, 9 coisas tão nocivas para o meio ambiente quanto os vilões canudinhos plásticos.

5. Descarte seu lixo de maneira correta
O Brasil continua sendo o 4º maior produtor de lixo plástico do mundo, segundo levantamento da World Wildlife Fund. Por ano, o país produz mais de 11 toneladas e recicla apenas 1,28% desse número. Além disso, 90% da reciclagem feita no Brasil é proveniente da coleta de catadores, ainda tão marginalizados pela sociedade. Se você fizer o mínimo em casa (lê-se separar o lixo reciclável e descartá-lo de maneira correta), já promove a mudança – mesmo que dependa de um sistema falho de reciclagem. Não desista nem desanime! Você faz a diferença.

 

6. Invista em esfoliantes naturais
Ao fazer sua limpeza facial diária, centenas de microbeads (pequenas esferas de plástico) usadas em cosméticos, para promover a esfoliação da pele, vão embora pelo ralo e se acumulam nos oceanos, virando comida imprópria para peixes, que acabam morrendo pela ingestão de microplásticos. Se na embalagem do seu esfoliante estiver escrito polyethylene ou polypropylene, acredite: você está poluindo os mares. Além das alternativas caseiras, como açúcar, sal, café e até fubá, é possível continuar usando produtos industrializados, só é preciso pesquisar sobre eles e as empresas que os fabricam. A Natura, a The Body Shop, a Extratos da Terra e a Maria da Selva têm esfoliantes que não agridem o meio ambiente.

7. Estude sobre o assunto
Muitas das atitudes nocivas que temos em casa, nós só temos por falta de conhecimento. O que os olhos não veem o coração não sente, saca? Pesquisar, estudar e ir atrás de informações verídicas sobre o tema te ajudar a questionar alguns hábitos e buscar alternativas para eles. Abaixo, listamos alguns documentários que você pode ver em serviços de streaming e gratuitamente online:

8. Apoie uma organização
Esta iniciativa talvez seja a mais complicada da lista, principalmente se você depender do apoio dos pais para conseguir fazer uma doação, mas há uma série de ONGs e instituições que trabalham em prol da vida marinha, tanto globais quanto nacionais, que você pode ajudar. Se não puder fazer isso com uma ajuda financeira, compartilhe o trabalho que elas fazem e contribua mudando hábitos em casa, que já ajudam de maneira indireta. Fica a dica!

9. Não incentive a pesca ilegal
Como você faz isso? Consumindo alimentos considerados “exóticos”, como tubarão. Como você come tubarão? Consumindo cação e peixes que ganham outros nomes apenas para disfarçar, como o salmão laranja. Por ano, 25 milhões de peixes são mortos pela pesca ilegal e descartados nos oceanos, porque foram erroneamente capturados por enormes redes que pegam tudo que veem pela frente. Cuidado com os frutos do mar que você consome e procure saber a procedência deles.

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