Pai faz post emocionante sobre filha de 7 anos, que quis raspar o cabelo

"O futuro é realmente feminino, não importa o gênero. Só o feminino nos salvará", escreveu o empresário Facundo Guerra em seu Instagram

Por Da Redação - Atualizado em 4 jul 2019, 11h47 - Publicado em 4 jul 2019, 11h46

Sempre falamos aqui sobre a importância de nós, mulheres, nos sentirmos livres – e isso inclui a liberdade de vestir o que quisermos, de usar o cabelo que quisermos, a maquiagem que quisermos (SE quisermos)… Enfim, a liberdade em relação aos nossos corpos. Por isso, conhecer a história de Pina, que tem apenas 7 anos, é algo inspirador. No começo da semana, o pai da garota, o empreendedor paulistano Facundo Guerra, fez um post muito legal nas redes para falar sobre a decisão da filha, fruto de seu relacionamento com a maquiadora Vanessa Rozan, de raspar o cabelo.

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Tudo começou quando estávamos no @mirante9dejulho, Pina deveria ter cinco anos. Vimos descer pela escada uma menina negra, alta, linda, cabeça raspada. Minha filha ficou hipnotizada por aquela mulher, a ponto de a convidar para sentar e tomar um café conosco para nos contar como era ter a cabeça raspada. A mulher nos contou que era difícil e libertador ao mesmo tempo: toda a mulher que raspa o cabelo contraria tudo que esperam dela, imediatamente fica repelente para os homens. Contou ainda que era necessária coragem para uma mulher raspar sua cabeça e se livrar do que os outros esperam de uma mulher bonita e do que é a fonte de sua beleza, segundo parâmetros sociais do que é belo. Pina imediatamente quis raspar a sua. Eu fiquei temeroso: e se acharem que você está doente (como se isso fosse algum mal)? E se te chamarem de menino? E se te chamarem de feia? E se zoarem com você na escola? Excesso de preocupação de um pai obsoleto. Convenci a Pina a raspar apenas a lateral da cabeça, e assim foi pelos últimos dois anos. Pina tem uma amiga em sua classe que por conta de um tratamento para recuperar sua plena saúde tem a cabeça raspada, e prometeu à amiga que rasparia sua cabeça tão logo entrasse em férias, para que ela não fosse mais a única de cabeça raspada na escola. E assim foi. Eu, feministo quente, machistinha resignado, esquerdopata desconstruído, paizão-biscoito, me vi sendo atropelado por essa menina que raspou sua cabeça e se sentiu livre e linda descabelada. Eu, ultrapassado por uma geração de meninxs que serão muito melhores do que eu jamais conseguiria ser, fiquei com sede de futuro. O futuro é realmente feminino, não importa o gênero. Só o feminino nos salvará. Me atropela, Pina.

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No Instagram, ele compartilhou uma imagem da menina com a cabeça raspada e contextualizou o clique: “Tudo começou quando estávamos no @mirante9dejulho, Pina deveria ter cinco anos. Vimos descer pela escada uma menina negra, alta, linda, cabeça raspada. Minha filha ficou hipnotizada por aquela mulher, a ponto de a convidar para sentar e tomar um café conosco para nos contar como era ter a cabeça raspada”. Facundo diz que a mulher explicou que era difícil e libertador – e que abrir mão do que muita gente considera uma “fonte de beleza” exige coragem.

Na época, a garota quis raspar o cabelo. “Eu fiquei temeroso: e se acharem que você está doente (como se isso fosse algum mal)? E se te chamarem de menino? E se te chamarem de feia? E se zoarem com você na escola? Excesso de preocupação de um pai obsoleto. Convenci a Pina a raspar apenas a lateral da cabeça, e assim foi pelos últimos dois anos”, continuou.

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Hoje o @thi.santoss veio em casa pra fazer uma foto minha e de minha filha, Pina, pro projeto @projetoolhapramim. Não reparei o momento em que ele clicou porque a Pina estava me falando algo sobre um livro pop-up que foi roído pela nossa chinchilla, a Sushi, e me falava um monte de coisas mais das quais não me recordo agora. Quando o Thi mandou a foto por whatsapp levei um susto: não me reconheci. Não estou acostumado a me ver com amor nos olhos. Sentir é uma coisa, mas se ver sentindo é outra, e é estranhíssimo se ver sentindo, especialmente quando não se sabe que um retrato está sendo produzido. E Pina, quando fez a foto pro Thi, disse que tinha aprendido a sorrir com os olhos. E eu pensei, ao ver essa foto, que com ela aprendi a expressar amor por eles também. Olha pra mim, Pina?

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O empresário segue dizendo que a filha tem uma amiga de escola que precisou raspar os fios por causa de um tratamento de saúde – e prometeu que também cortaria seu cabelo assim que as férias começassem.

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A atitude da menina, ressaltou ele, vai muito além da estética. “Eu, feministo quente, machistinha resignado, esquerdopata desconstruído, paizão-biscoito, me vi sendo atropelado por essa menina que raspou sua cabeça e se sentiu livre e linda descabelada. Eu, ultrapassado por uma geração de meninxs que serão muito melhores do que eu jamais conseguiria ser, fiquei com sede de futuro. O futuro é realmente feminino, não importa o gênero. Só o feminino nos salvará. Me atropela, Pina”, concluiu.

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