Outubro rosa na CAPRICHO

Foto: Dedoc/ Revista Saúde

Outubro rosa. Você já deve ter ouvido falar. É a campanha mundial de conscientização sobre o câncer de mama. Uma ideia que começou na década de 90 e foi ficando cada ano mais forte. A ponto de, este ano, monumentos ao redor do mundo, como a Casa Branca, em Washington, e o Cristo Redentor, no Rio de Janeiro, terem ficado cor de rosa também.

O câncer de mama não é uma doença que costuma preocupar adolescentes – seu público alvo são mulheres com mais de 35 anos. Mas isso não quer dizer que adolescentes não vivenciem de perto os dramas do problema.

A Giovanna, por exemplo, teve sua infância marcada pela descoberta do câncer de mama de sua mãe. Na época ela tinha 6 anos e sua mãe, 39.

“Eu me lembro do meu pai chamando eu e meus irmãos num canto e contando pra gente que minha mãe estava doente, que a gente teria que ajudá-la a passar por isso. A gente tinha que se mostrar forte pra que ela também se mantivesse forte. Por um tempo, meu pai foi nosso pai e nossa mãe. Foi ele que raspou a cabeça dela e nos fez acreditar aquilo não era um sinal de fraqueza, era só mais uma etapa daquele processo e que, no fim, tudo daria certo. Apesar de todo esse suporte, foi um impacto muito grande pra todos nós (a gente era muito pequeno, eu tinha 9, meus irmãos, 7 e 12 anos). Lembro de um dia em que eu ia para o ballet e minha prima estava se desdobrando para fazer meu coque. E eu pensava “por que minha mãe não faz isso, por que não me levam no hospital para ela me ajudar?”. Mas, naquele momento, era ela quem precisava de ajuda. Quando voltou pra casa, fui correndo dar um abraço nela. Todo mundo ficou achando que eu podia estar machucando ela, mas minha mãe dizia: ‘deixa ela, tá tudo bem!’. O tempo passou e ela foi melhorando cada vez mais. Ela ainda refaz os exames todo ano, mas hoje já está curada.”

A escola da Giovanna fez, nesta semana, um dia em homenagem às mulheres que já tiveram câncer de mama – todo mundo foi convidado a ir vestido de rosa. Hora boa para refletir sobre uma doença séria, grave, que pode atingir pessoas muito próximas a nós e mudar o rumo da vida da gente. Mas que também pode ser curada se diagnosticada a tempo.

Você pode não se preocupar com isso agora, mas pode conversar com sua mãe, com sua madrinha, com sua avó. E garantir que todas elas façam seus exames regularmente.

A home CAPRICHO hoje está rosa para mostrar que a gente conhece, se importa e apoia a causa. E você, o que tem feito nesse mês tão pink?

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