Parei de roer as unhas na quarentena – e estas dicas me ajudaram

A repórter de moda e beleza da CH conseguiu deixar de lado o hábito que a acompanhava há anos, e explica nesta matéria o que a ajudou nesse processo

Por thaissvarela - Atualizado em 21 jun 2020, 10h34 - Publicado em 21 jun 2020, 10h05

Oi, aqui quem fala é a Thais Varela (@thaisvarela), repórter de moda e beleza da CH. Desde que eu era muito nova, me lembro de roer as unhas. Após algumas tentativas – todas fracassadas -, durante a quarentena eu finalmente consegui deixar essa mania para lá e vi minhas unhas crescerem de verdade pela primeira vez. Vou compartilhar com vocês um pouco de como foi esse processo, além de dicas da dermatologista Fabiana Seidlmembro da Sociedade Brasileira de Dermatologia, e da manicure Eli Saraiva, do salão 1838, de São Paulo, para te ajudar a acabar de vez com esse hábito também.

Primeiro, preciso dizer que não é fácil parar com essa mania. Mas se você passa por isso, já deve saber. Eu já tinha tentado outras vezes, porém foi só quando o isolamento social começou e o medo do coronavírus bateu, que uma ficha caiu na minha mente sobre os perigos reais de levar as mão à boca. É claro que a gente sabe que os dedos e as unhas acumulam sujeiras e podem transmitir doenças, entretanto, a pandemia me deixou ainda mais alerta em relação a isso, e foi então que eu decidi me esforçar mais uma vez.

Confira dicas para te ajudar a parar de roer as unhas CAPRICHO/Getty Images

Minha experiência: tentativas, erros e mais tentativas

Os primeiros dias foram os mais difíceis, pois, para mim, roer as unhas está associado a ansiedade. Então, precisei entender quais momentos me deixavam estressada para identificar quando eu levava as mãos à boca. Tive que encontrar novas formas de lidar com esses episódios para evitar a vontade de descontar nas unhas, e respirar fundo algumas vezes, dar uma caminhada pela casa, fazer exercícios e até tomar um banho foram alguns dos escapes que funcionaram. A minha dica é: teste algumas opções e veja quais delas acalmam a sua mente e te ajudam a controlar os sentimentos.

Manter as unhas feitas e as cutículas bem hidratadas também me ajudou, pois as “pelinhas” que ficam incomodando são uma desculpa para iniciar a ação de roer as unhas. O esmalte funcionava como um incentivo para que eu não roesse, pois eu pensava no trabalho que tinha dado para pintá-las (hehe!) e também porque eu adorava ver as minhas mãos coloridas. Para quem não curte muito a esmaltação, aplicar apenas a base é uma alternativa.

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Paciência e força de vontade são muito necessárias, pois não é de uma hora para a outra que esse hábito será eliminado. No início, minhas unhas quebraram várias vezes, pois, como nunca haviam crescido, estavam fracas. Além disso, vez ou outra “recaídas” acontecem. Mas o importante é não desistir, pois elas voltarão a crescer. Quanto mais compridas elas estão, menos suscetível a querer roê-las eu fico. Ainda tenho um longo caminho à percorrer para ter unhas supercompridas, mas já estou feliz de ter conquistado alguns centímetros a mais.

A evolução das unhas da repórter de moda e beleza, Thais Varela @thaisvarela/Reprodução

Bate-papo com profissionais

Por que as pessoas roem as unhas?

Assim como acontece comigo, para muitos esse hábito está associado a um distúrbio de ansiedade. “A mania de roer as unhas funciona para alguns como uma forma de aliviar o estresse, é como se fosse uma fuga da tensão. Ela pode piorar quando a pessoa está passando por uma situação estressante. Esse é um ato involuntário, por isso, não basta apenas pedir para a pessoa parar”, explica Fabiana Seidl.

Por que roer as unhas pode ser prejudicial à saúde? 

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“Existem duas questões: a primeira é que as unhas e as mãos são sujas. Por isso há tantas recomendações para lavar as mãos, higienizar as unhas e mantê-las bem aparadas, por exemplo. Quando você as coloca na boca, está levando para dentro do organismo vírus e bactérias que podem causar doenças.

O segundo ponto é que quando se rói as unhas, são criadas microfissuras na cutícula ou até feridas maiores que ficam abertas, e tudo isso pode deixar a região predisposta à infecções por bactérias e fungos”, continua a dermatologista.

Dicas para ajudar a parar de roer as unhas:

1. Entenda o que te faz roer as unhas

“A primeira coisa que tento fazer com meus pacientes é entender o que causa neles a vontade de roer as unhas. Situações como época de provas e outras preocupações, por exemplo, podem deixar o hábito mais intenso. Identificá-las é primordial, pois elas funcionam como gatilhos e, sabendo disso, será mais fácil evitá-las ou controlar os sentimentos quando eles aparecerem. Em alguns casos, o acompanhamento de psicólogo pode ajudar a tratar a ansiedade e, consequentemente, a mania de roer as unhas”, diz Fabiana.

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2. Mantenha as unhas feitas

Lixe as unhas para deixá-las regulares e evitar “cantinhos” que possam aumentar a vontade de roê-las. A lixa será sua grande companheira nessa jornada, por isso, mantenha-a sempre por perto.

Hidrate as cutículas e, se precisar remover o excesso de pele, tome muito cuidado para não se machucar, tirando apenas o que é extremamente necessário. O exagero na hora de limpar as cutículas não é legal para o organismo, já que elas funcionam como uma forma de proteção do corpo.

Curte esmaltes? Brinque com diferentes cores e nail arts. Ver as unhas esmaltadas pode ser um incentivo extra para não levar as mãos à boca. Mas vale lembrar que ficar com o esmalte por muito tempo pode acabar abafando a unha, então alterne entre dias com a cobertura e, outros, sem.

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3. Use produtos específicos para esse momento como aliados

“Existem esmaltes com sabores fortes que podem auxiliar pessoas que estão tentando abandonar esse hábito. Além disso, as unhas tendem a ficar mais fracas quando são roídas, pois a saliva acaba umedecendo-as o tempo. Por isso, usar bases fortalecedores, hidratantes de cutículas e vitaminas para as unhas pode ser uma boa ajuda para que elas cresçam saudáveis”, explica Eli Saraiva.

4. Acompanhe sua evolução

“Sempre indico para as minhas clientes fazerem fotos das unhas toda semana quando estão tentando deixá-las crescer. Assim, é mais fácil e acompanhar o resultado e funciona como um incentivo, porque você vê a evolução do seu esforço”, competa Eli.

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Curtiu as dicas? Que tal tentar abandonar esse hábito de vez?

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