Cabeleireiro de Maisa dá dicas para quem está fazendo transição capilar | Capricho

Cabeleireiro de Maisa dá dicas para quem está fazendo transição capilar

Confira a entrevista da CH com Rodrigo Vizu, que referência em cuidados para cabelos crespos e cacheados

Por Izabel Gimenez Atualizado em 2 dez 2020, 13h49 - Publicado em 28 nov 2020, 10h00

A transição capilar não é fácil e, muitas vezes, também pode ser longa. Mas apesar de exigir paciência, o processo ajuda a construir uma nova autoestima e também a reconhecer o cabelo natural. Afinal, depois de um certo período mudando a textura dos fios, é necessário tempo para aprender a nova rotina de cuidados e também para se acostumar com uma versão completamente diferente de você.

O cabeleireiro Rodrigo Vizu, que é referência em cabelos crespos e cacheados, foi o responsável por fazer o primeiro big chop da apresentadora Maisa Silva, que está passando pela transição capilar. Em entrevista à CH, ele deu dicas para quem está vivendo o processo!

“Eu trabalhava em um salão com 20 profissionais e só eu e mais três aceitávamos clientes que não eram lisas. Era muito difícil encontrar alguém que soubesse mexer com diferentes texturas e, aos poucos, por sempre gostar de cabelos volumosos, acabei criando uma identidade para o meu trabalho. Eu compartilhava o antes e depois no Instagram e comecei a atingir outras pessoas que procuravam por alguém que valorizasse seus fios. Quanto mais atendia, mais queria aprender e entendia a importância de um corte de cabelo e da transição capilar para autoestima da mulher“, relembrou o expert.

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Maisa Silva Instagram/Reprodução

Quando Maisa chegou em seu salão, a transição capilar da apresentadora já estava bem avançada, mas ainda tinham muitas partes com química. “O caso dela foi bem específico porque, apesar da gente ter cortado bastante, não conseguimos tirar todo o alisamento pra não ficar muito curto. Por conta do trabalho e também do próprio estilo da Maisa, preferimos cortar apenas a parte de trás, visto que isso faria com que o cabelo crescesse mais rápido. A frente continua com algumas partes alisadas, o que é positivo, pois assim é mais fácil de ir se acostumando com novo look. No próximo corte, provavelmente os fios vão ficar 100% naturais“, contou animado.

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Pra quem não sabe, o big chop é o corte oficial para dar fim à transição. Ele pode variar muito de estilo dependendo do comprimento dos fios que ainda estão com química. Algumas garotas preferem raspar tudo, outras esperam o cabelo crescer um pouco e cortam todo o resto de uma vez e tem aquelas que  seguem tirando apenas as pontinhas por um tempo.

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Apesar de não existir certo ou errado, o especialista diz que tirar a química é importante não só pela estética, mas também para a saúde do seu cabelo. “Os fios crescem conforme o peso do cabelo, por isso, quanto mais natural, mais saudável estarão os cabelinhos que vão nascer. Pra quem ainda não se sente confortável com o big chop, eu recomendo que faça como a Maisa: começar retirando toda a parte de trás para, mais tarde, tirar o alisado da frente”.

Maisa Silva
Twitter/Twitter

Com a busca pelo cabelo natural se tornando cada vez mais comum, muitas garotas acabam criando um padrão do tipo de cacho que esperam ter ao final do processo – o que pode ser muito prejudicial para a autoaceitação e também para a relação com o novo look. Os fios de cada pessoa são diferentes, e é preciso respeitar essa singularidade para não criar expectativas inatingíveis.

Não tem como prever como o cabelo será no final da transição porque depende de uma série de fatores, principalmente quem alisa desde muito cedo. No meio do caminho existiram mudanças hormonais (comuns na adolescência), por exemplo, e a probabilidade de ter os fios iguais aos da infância é baixa. Não dá para saber qual será a curvatura exata do fio”, explicou Rodrigo. 

“Algumas garotas, para não terem que lidar com o cabelo solto, acabam usando-o preso todo o tempo ou alisando com chapinha. Apesar de mais prático, principalmente no início, a tensão colocada nos fios e a exposição à altas temperaturas podem, à longo prazo, causar um alisamento motor ou térmico, que contribui para atrasar a transição capilar ou até faz com que seja necessário passar por um novo processo de transição”, finaliza o profissional.

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