Três anos após criação de lei, feminicídio cresce no Brasil

Em média, 12 mulheres são assassinadas por dia no país.

Por Isabella Otto - 6 ago 2018, 15h00

Em março de 2015, a Lei do Feminicídio foi aprovada. Desde então, a morte de mulheres motivadas por questões de gênero passou a ser qualificada como crime hediondo. A medida visa também diminuir os casos de feminicídio no Brasil, um dos países que mais mata mulheres no mundo. Infelizmente, três anos após a criação da lei, as taxas só aumentaram.

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De acordo com um levantamento realizado pelo G1, entre 2016 e 2017, rolou um aumento de 6,5% nos casos de feminicídio. Só no ano passado, foram 4.473 homicídios dolosos de mulheres no Brasil. O estado que mais mata por violência doméstica e questões de gênero é Mato Grosso. A falta de denúncias também preocupa e dificulta o cumprimento da lei.

O levantamento também descobriu que, em média, 12 mulheres são assassinadas por dia no país. Os criminosos? Homens que, muitas vezes, postam homenagens no Dia Internacional da Mulher e mandam flores para suas parceiras. Homens que não aceitam ser calados por mulheres.

Mas, calma, também temos um dado positivo para mostrar que a luta feminina está surtindo efeito – e precisa se intensificar cada vez mais! Uma pesquisa realizada pelo Instituto AVON, chamada “Vozes na internet: desafios e possibilidades no enfrentamento das violências contra as mulheres”, as menções sobre assédio na internet cresceram quase 350% entre 2015 e 2017. Ou seja, estamos discutindo mais sobre o assunto, colocando ele em pauta, levando o tema para casas de família que até então não tinham esse debate. Isso é incrível!

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Então, mais uma vez, só para reforçar, não adianta nada dar flores no dia 8 de março e nos ferir com espinhos nos outros 364 dias do ano. 

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