O lado bom de ‘virar modinha’ existe e aqui está a prova!

Você acha que parte do elenco de 13 Reasons Why teria vindo para o Brasil se o seriado não tivesse ~virado moda~?

“Caramba! Lá vem chuva de fangirls!”. Toda vez que uma pessoa comenta em uma matéria, um post ou um tweet com essa frase, um unicórnio fofinho e colorido do mundo fantástico da nossa imaginação vai perdendo aos pouquinhos a cor. Ser fangirl não é um problema. Ter “chuva de fangirls” em uma matéria também não. Uma saga, uma série, um livro, uma banda ou uma pessoa virar modinha não é triste. Como assim? Calma, a gente vai chegar lá.

Há anos escuto pessoas comentando negativamente sobre algo que virou moda na web, mas você já parou para pensar que o One Direction, por exemplo, não teria vindo para o Brasil caso a banda não tivesse ~virado modinha~? E, nesse caso, muitas de nós não teríamos tido a chance de ver o grupo se apresentando ao vivo e em sua formação completa. O mesmo teria acontecido com os Jonas Brothers, com a Demi Lovato, o Zac Efron, o Fifth Harmony, o elenco de 13 Reasons Why

O lado bom de ~virar modinha~existe e aqui está a prova!

(Reprodução/Reprodução)

A questão é simples – e se você se recusa a enxergar isso, é porque, realmente, só usa a expressão “que droga, isso vai virar modinha” por puro modismo. É a lógica da Lei da Oferta e Procura. “O preço de algo é determinado pelo próprio consumidor, pois quando esses passam a buscar mais um produto qualquer, o produtor eleva o seu preço, fazendo com que o consumidor pague mais se deseja adquirir o mesmo. Em contrapartida, quando um produto não é mais procurado o produtor é estimulado a deixar de produzi-lo para que não tenha despesas em relação à oferta sem demanda”, explica Gabriela Cabral em uma matéria bastante didática publicada no site Brasil Escola.

Para facilitar, vamos trazer a Lei da Oferta e Procura para a realidade em questão: se o Harry, o Liam, o Louis, o Niall e o Zayn não tivessem tido grande procura no Brasil, muito provavelmente a oferta de um show do quinteto – quando ele ainda existia – no país não teria acontecido. No caso, como a procura foi enorme, a passagem da banda pelo Brasil, em maio de 2014, com a Where We Are Tour, contou não uma, mas com três apresentações! Logo, se a banda não tivesse “virado modinha”, provavelmente ainda estaríamos esperando que eles viessem para cá. E, bem, hoje isso seria bastante complicado…

O lado bom de ~virar modinha~existe e aqui está a prova!

(Reprodução/Reprodução)

Olhando por esse lado, me parece que ficar brava por um ídolo virar modinha não é uma coisa muito inteligente. Isso não vai te classificar como “menos fã de tal pessoa/coisa”. Isso não vai tirar o seu mérito por ter descoberto aquela preciosidade antes de todo mundo. Isso não vai te afetar caso haters/posers/FCs surjam do céu, da terra ou do outro lado da tela. Você é fã e, antes de tudo, deveria ficar feliz por seu ídolo ser reconhecido por outras pessoas e/ou por revistas, sites e jornais, por mais que tudo isso cause uma avalanche fangirling.

Além de tudo, eu, que sou uma repórter muuuito fã, sempre quis ver meus ídolos de pertinho – mesmo que lááá longe, da arquibancada superior D, por exemplo. Por isso, eu não ficava triste por vê-los ~virando modinha~. Porque essa modinha, muito provavelmente, em algum momento, traria eles para o Brasil. Não é que eu não entenda o sentimento. Eu sei como é “ser fã antes de todo mundo” e ver uma “chuva de fangirls” declarando amor eterno àquela pessoa que conheceram há cinco minutos. Incomoda um pouco mesmo. Parece que gostar daquela pessoa já não é mais tão cool, tão novo. Mas é sério que vamos deixar um status sobrepor-se a tudo aquilo de positivo que tal modismo pode trazer?

Quem disse que só pode ser fã quem realmente acompanhou determinado artista desde o começo? Quem disse que só é fã de verdade quem tem todos os álbuns, DVDs, revistas, bonecos, cadernos e tudo mais da coleção? Sinceramente, isso requer uma grana que nem todo mundo tem. Só por isso a pessoa passar a ser taxada – numa classificação totalmente lúdica, vamos deixar claro – como uma fã menor, uma poser, uma fã “pós-modinha”? Se você ama verdadeiramente aquela pessoa e o trabalho que ela faz, acredite: a “modinha” não diminui, só soma – e ainda aumenta a chance de seus ídolos virem para o seu país!

 

+ Leia mais: Quando você sente saudade de alguém que não sente a sua falta

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