Juntos há 14 anos, Dani e Gui provam que namoro de escola tem futuro, sim!

Daniella Reggiani e Guilherme Vilela começaram a namorar na 7ª série. Hoje, aos 26 anos, seguem mais firmes e fortes que nunca!

Para você, o que significa um casal estar junto há 14 anos? Talvez um vida toda ou ainda nem isso? Com um relacionamento prestes a debutar, Daniella Reggiani e Guilherme Vilela, de 26 anos, começaram essa história a dois na 7ª série do colégio em que estudavam, o Externato Nossa Senhora Menina, no bairro da Mooca, em São Paulo, lá em 2005. “Nunca estudamos na mesma sala, então a hora de nos encontrarmos era no intervalo ou na saída. Um dia, depois da aula, o Gui me pediu em namoro no pátio da escola. Lembro tudo até hoje! Respondi que precisava pensar e fui pra casa. Dias depois, enquanto ele treinava futebol, enviei para ele um bilhetinho escrito ‘sim’. Bem clichê adolescente mesmo”, conta Dani, que hoje é veterinária. O Gui, apesar de amar animais, seguiu um caminho diferente e virou economista.

À esquerda, Dani e Gui durante missa de formatura do colegial. À direita, beijo durante festa de 18 anos de uma amiga do casal.

À esquerda, Dani e Gui durante missa de formatura do colegial. À direita, beijo durante festa de 18 anos de uma amiga do casal. (Arquivo Pessoal/Reprodução)

Ainda hoje, pessoas continuam dizendo para o casal que namoros muito longos não dão certo. Dani e Gui escutam isso desde a escola, como se todo o relacionamento que começa no colégio estivesse fadado ao fracasso. E olha que o deles começou no ensino fundamental! Então, é lógico, foi inevitável escutar comentários do tipo: “vai acabar quando entrarem na faculdade”, “não tem futuro” ou “a vida adulta vai separar os dois”. Tudo isso não deixou de ser verdade. Em alguns momentos, a vida realmente acabou separando os dois. Vestibular, faculdade, cursos, estágio, o primeiro emprego, efetivação, trabalho, viagens, a distância… “Terminamos algumas mil vezes! (risos) Duas separações foram mais sérias e duraram mais tempo. Parecia necessário na época, mas sofremos muito. Toda vez que a gente voltava, sentia que as coisas se fortaleciam. Por pior que pareça, os términos foram importantes na nossa relação”, assegura Dani. Gui também tem uma opinião bem madura com relação ao tema: “a verdade é que as pessoas mudam o tempo todo e um casal tem que ter a capacidade de se adaptar junto“.

 

O casal também concorda que a distância gerada pela vida adulta serviu para, na verdade, aproximá-lo. Sentir saudade é importante e faz a gente perceber um monte de coisas: o que sentimos de verdade pela outra pessoa, o quanto ela faz falta na nossa vida, se conseguimos ou não viver sem ela e até mesmo se a falta dela é um sinal de que você imagina um futuro em conjunto. É uma saudade que torna tudo mais próximo e concreto. É se dedicar a coisas diferentes mas estar cada vez mais ligados um ao outro. “O Gui e eu crescemos juntos. Foi muito legal ver aquele menino da escola que jogava vôlei e ia para a lan house conversar comigo se tornar um homem. Ver essa evolução é privilégio de poucos“, afirma Dani, sem romantizar demais – porque só um pouquinho é inevitável, né? É claro que algumas fases são mais difíceis que outras e é preciso muita dedicação para a relação não cair na rotina. “Não sei se existe um segredo, mas gostamos de fazer sempre coisas diferentes, pequenas viagens, sair com os amigos… Fomos para Nova York recentemente e foi bem especial. Comemoramos nosso aniversário de namoro em um restaurante, vendo um pôr do sol inesquecível”, comenta Daniella. “Nova York sempre foi um lugar que me despertou curiosidade e dividir isso com a Dani em uma data tão especial foi bem importante”, conta Gui, que acredita que esse lance de rotina é relativo: “o que importa é o casal estar em sintonia a maior parte do tempo”.

À esquerda, o casal curtindo o carnaval em Ibiúna há uns… oito anos?! À direita, curtindo muito a formatura da faculdade da Dani.

À esquerda, o casal curtindo o carnaval em Ibiúna há uns… oito anos?! À direita, curtindo muito a formatura da faculdade da Dani. (Arquivo Pessoal/Reprodução)

O economista acredita ainda que os términos que tiveram foram valiosos justamente porque eles começaram a namorar muito novos. “Eles serviram para entendermos que cada um tem sua individualidade e que, para estarmos bem juntos, precisamos estar bem com nós mesmos antes”, explica. Intimidade. Essa é a palavra que descreve a melhor parte de estar tanto tempo com uma mesma pessoa. Para a veterinária, isso não tem preço. Os planos futuros também não, e Dani conta que eles são bem clichês: casar, ter filhos e muitos cachorros. Mas, depois dessa experiência em NY, o casal quer incluir alguns destinos à lista de viagens em dupla para só então dar continuidade aos antigos planejamentos.

E já que estamos falando em clichês… Como não tocar no assunto “aliança” com um casal que está junto há quase 15 anos?! Na escola, Dani e Gui usaram anel de compromisso durante uns 4 anos. Mas a experiência não deu muito certo. “Quando voltamos de um dos nossos términos, não usamos mais. Eu dava muita importância para isso, mas depois percebi que não significa muita coisa”, comenta Dani, que é complementada pelo namorado: “isso nunca importou muito pra mim. Na época da escola, usar aliança era meio modinha. Chegamos a usar por um tempo, mas depois combinamos que só no casamento mesmo (risos)“.

Dani e Gui durante a recente viagem que fizeram juntos para Nova York, nos Estados Unidos. Relationship goals que fala, né? ❤

Dani e Gui durante a recente viagem que fizeram juntos para Nova York, nos Estados Unidos. Relationship goals que fala, né? ❤ (Arquivo Pessoal/Reprodução)

A história da Daniella e do Guilherme não serve só de inspiração para tantos casais Brasil afora, mas também para refletirmos sobre os clichês que reproduzimos sobre outro clichê, talvez o maior de todos: o amor. Não existe certo ou errado, assim como não existe prazo de validade para algo tão forte que supera tudo, desde provas escolares até as do Enem, dos vestibulares, da faculdade, do trabalho e da vida. Porque a maior prova é esta mesmo e poder fazê-la sempre em dupla, e com uma tão incrível, deve mesmo ser um privilégio.

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