Governo faz reunião com grupo intitulado “Movimento Ex-Gays do Brasil”

Formado por psicólogos, grupo se intitula "a minoria das minorias"

Na última semana, Damares Alves, ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, se encontrou com representantes do “Movimento Ex-Gays do Brasil”, formado por psicólogos que pregam o que ficou conhecido como “cura gay”. Eles se autointitulam “a minoria das minorias” e acreditam que as pessoas que fazem parte da comunidade LGBTQI+ estejam passando por uma fase que pode ser revertida com tratamento.

 (Movimento Psicólogos em Ação/Facebook/Reprodução)

Rozangela Justino, Deuza Avellar e Eliane Jardim foram algumas das psicoterapeutas que se encontraram com a ministra. A reunião dividiu opiniões. Enquanto alguns defendiam na internet que ações do tipo só estimulam o preconceito e a intolerância, outros diziam que a democracia legitima movimentos do tipo.

O encontro de Damares aconteceu alguns dias antes de Jair Bolsonaro participar de mais uma “Marcha Para Jesus”, desta vez no Distrito Federal. Na ocasião, o Presidente do Brasil disse que ideologia de gênero é uma espécie de “capeta” e deixou claro que considera como família apenas as que se enquadram no padrão de heteronormatividade.

“Se querem que eu acolha isso [referência à famílias fora do padrão heteronormativo], apresente uma Emenda Constitucional e modifique o artigo nº 226, que diz que família é homem e mulher. E mesmo mudando isso, como não dá para emendar a Bíblia, eu vou continuar acreditando na família tradicional“, disse.

 

Em 2013, enquanto era ainda deputado pelo Rio de Janeiro, Bolsonaro concedeu uma entrevista ao canal de YouTube TWTV. Apesar de, recentemente, ter desmentido que é homofóbico, no vídeo, o atual Presidente diz que se considera homofóbico para defender a família. Ele ainda dá a entender que acredita que livros que contam histórias de amores homoafetivos, por exemplo, podem influenciar pessoas heterossexuais a se tornarem homossexuais. Jair diz também que o homossexualismo é uma prática que estimula a pedofilia.

Dando continuidade à entrevista, Jair Bolsonaro finaliza dizendo que é homofóbico, sim, e que os gays não querem igualdade, mas privilégio. Veja a entrevista completa a seguir:

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