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Instagram anunciou, nesta semana, uma novidade pensada para fortalecer a segurança e o bem-estar da nossa galera na rede social: a partir de agora, os pais e responsáveis poderão receber alertas quando seus filhos tomarem certas ações que podem indicar desconforto ou risco emocional, como bloquear ou denunciar interações perturbadoras.
A medida, que faz parte de uma expansão das ferramentas de supervisão parental, visa estimular diálogos saudáveis entre pais e filhos sem invadir a privacidade dos jovens. Ela faz parte da ampliação das chamadas “Contas de Adolescente”, pacote de medidas que já inclui perfis privados por padrão, restrições automáticas de mensagens e filtros mais rígidos contra conteúdos sensíveis.
Como funcionam os novos alertas?
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Segundo a empresa, os pais que optarem por ativar o recurso receberão notificações quando o adolescente:
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Reportar ou bloquear contas após experiências negativas;
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Executar medidas que, combinadas, possam indicar que ele está enfrentando dificuldades online;
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Exibir padrões de uso que desencadeiem sinais de alerta definidos pelo sistema.
Essas notificações não incluem acesso às mensagens privadas, mas servem como um gatilho para que adultos responsáveis possam iniciar conversas exteriores à tela com seus filhos.
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A plataforma garante que a ideia não é dar acesso às conversas privadas da nossa galera, mas sinalizar que algo aconteceu e que pode ser importante abrir um diálogo fora da tela. Segundo o Instagram, o objetivo é incentivar conversas entre pais e filhos em momentos delicados, sem invadir a privacidade, mas dando o devido valor à interação lida como problemática pela plataforma.
Mais ferramentas de segurança nas redes sociais
O recurso funciona dentro do espaço “Central da Família”, área do aplicativo que permite aos responsáveis acompanhar algumas configurações das contas dos adolescentes. Entre as possibilidades já existentes estão:
Agora, com os novos alertas, a supervisão ganha uma camada mais preventiva, focada em bem-estar digital.
Nos últimos anos, o Instagram tem ampliado recursos voltados à proteção de adolescentes, especialmente diante do aumento de denúncias sobre cyberbullying, assédio e exposição a conteúdos inadequados. A criação de perfis privados por padrão para menores de 18 anos e as restrições automáticas de mensagens de adultos são exemplos dessas mudanças.
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Mas existe um contexto super importante
Essas mudanças ocorrem em um momento em que a discussão sobre o impacto das redes sociais na saúde mental de adolescentes está no centro de debates públicos e legais, em especial, lá nos Estados Unidos – mas que pode reverberar para o mundo todo.
Um julgamento emblemático em Los Angeles coloca a Meta, dona do Instagram, e a Google LLC como réus em um processo no qual uma mulher de 20 anos afirma que características projetadas para maximizar o engajamento — como rolagem infinita, recomendações constantes e notificações — contribuíram para um uso compulsivo da plataforma ainda na infância, com implicações para sua saúde mental, incluindo ansiedade, depressão e distorções de autoimagem.
O caso, que integra uma série de ações semelhantes, pode estabelecer precedentes sobre se recursos algorítmicos e padrões de design podem ser considerados responsáveis por “vício” e danos psicológicos em jovens usuários, algo que a empresa nega.
Com os novos alertas, a empresa reforça a proposta de que segurança online não é apenas sobre bloquear riscos, mas também sobre criar pontes de conversa em casa. Ah, mas atenção: a atualização começa a ser implementada gradualmente e faz parte de um movimento mais amplo das redes sociais para equilibrar a autonomia dos adolescentes com mecanismos de proteção e apoio.
E aqui vai uma dica: se sentir vontade, mostre esse texto e converse com seus pais e responsáveis sobre, ok?
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